Amigos das Palavras

Por decisão do autor deste blogue os textos do próprio não seguem o acordo ortográfico de 1990.



terça-feira, 31 de julho de 2007

A Vitória já tem 3 anos.

Dia 25 de Julho fez 3 anos que nasceu a Vitória Filipa.
Foram os melhores anos da minha vida e passaram a “correr”…o nosso “bebé de ouro” já não é bebé mas grande como os meninos, como ela mesmo diz.
Nesse dia a Vitória surpreendeu-nos revelando-se uma anfitriã esmerada recebendo com a mamã cada um dos convidados que tocavam à campainha, mostrou apreciar bastante a sua festa de aniversário e de ter gostado muito de todos os presentes que recebeu.
Mais uma vez o seu bolo de aniversário foi feito pela avó mimi (avó Balbina).

domingo, 8 de julho de 2007

28ª Corrida das Fogueiras.

Na passada Sexta-feira e depois do dia passado no “Meu 1º Festival” seguimos para Peniche onde na noite de sábado, 30 de Junho, participei na “28ª Corridas das Fogueiras”, não sem antes passarmos por Lisboa para ir buscar a nossa amiga Graça, que nos acompanhou neste fim-de-semana em que tentámos aliar o útil ao agradável (acho que conseguimos).
A Vitória que adormecera assim que saímos de Oeiras fez quase a viagem toda a dormir acordando já perto de Peniche e vendo a Graça fez um ar de espanto.
Chegámos aos apartamentos onde ficámos alojados já a noite tinha caído, localizados nas imediações da praia da Consolação, praia recomendada para pessoas com problemas ósseos devido aos altos índices de iodo da mesma.
Depois de fazermos o check-in e nos instalarmos no apartamento (já bem depois das dez da noite), resolvemos fazer uma refeição com o lanche que a mãe da Graça tinha preparado (broa de milho e centeio, queijo de ovelha, iogurtes e cerejas).
Chegava ao fim um dia muito cansativo mas a Isabel ainda teve energia para ficar a conversar com a Graça até altas horas da madrugada.

No dia seguinte (sábado) a primeira a acordar foi a Vitória e em pouco tempo todos estávamos de pé, a Vitória foi logo para a varanda do apartamento e assim que viu o parque infantil disse que queria lá ir.
Uma vez prontos fui pois com a Vitória até ao referido parque e esperámos lá pela mamã e pela Graça.
Saímos em direcção a Peniche já era quase meio-dia pelo que resolvemos ir logo almoçar, no restaurante habitual, um dos muitos que existem na Avenida do Mar (local por excelência da gastronomia da cidade), optamos por uma muito boa massada de tamboril.
Depois de um almoço que estava divino fizemos um pequeno passeio até ao Forte de Peniche, fortificação que em tempos foi a sede de um importante complexo militar destinado à protecção da costa.
Já durante o Estado Novo funcionaria como prisão politica, ficando para a história a espectacular fuga ocorrida em Janeiro de 1960 de um grupo de presos políticos, entre os quais estava o dirigente comunista Álvaro Cunhal.
Transformado actualmente num espaço-museu, nele tenta-se reconstituir o ambiente de uma prisão política, além de acolher exposições de materiais etnográficos e históricos.
De seguida fomos levantar o dorsal após o que fizemos uma breve pausa nas agradáveis instalações do Clube Recreativo Penichense, local onde era feita a entrega dos dorsais para a corrida dos 15 quilómetros (para a corrida das fogueirinhas existia uma tenda no exterior).
Regressados ao apartamento e enquanto dormi uma sesta com a Vitória, a Isabel e a Graça foram até à piscina, jantámos já perto das sete da tarde e voltámos a Peniche perto das oito e meia da noite.

A Avenida do Mar, onde horas antes tínhamos almoçado, apresentava já uma grande animação e uma predominância da cor amarela (eram os participantes nas fogueirinhas); fiz um aquecimento composto por 20 minutos de corrida e alguns alongamentos, e antes de tomar lugar no funil de partida tirei algumas fotos com a Isabel e a Vitória.
A música e a voz quente de Daniela Mercury animavam ainda mais toda aquela zona de partida.
Centenas de corredores aguardavam o momento da partida, entretanto e de mansinho a noite chegara, ao soar o sinal da partida e para os que como eu estavam cá mais para trás existiu alguma dificuldade em começar a correr, na Avenida do Mar era ainda uma massa quase compacta de pessoas…
Saliente-se que existiram partidas separadas das duas corridas (fogueiras e fogueirinhas) e que os participantes nas fogueirinhas só partiram após passarem todo os atletas da corrida das fogueiras.
Depois de passar a ponte existente na rotunda ao fundo da Avenida do Mar, o corredor existente delimitado pelo gradeamento colocado ao meio da faixa de rodagem condicionava bastante o andamento, quando passei ao terceiro quilómetro já com mais de 17 minutos de corrida (nunca tinha passado com este tempo aos 3 quilómetros) tive a certeza que o tempo final iria reflectir esse início exageradamente lento.
Mas isso também não era o mais importante, continuei a correr e a “saborear” a corrida, porque além de um percurso de que eu gosto bastante esta corrida das fogueiras tem também um público espectacular (sente-se que os Penichenses acarinham e de que maneira esta corrida) e que emprestam à mesma a animação que em Portugal e na minha modesta opinião só terá paralelo na São Silvestre da Amadora.
Por volta do quinto quilómetro o primeiro abastecimento (abastecimento que se repetiu ao 10º quilómetro), pouco depois passei de novo na Avenida do Mar (agora no sentido ascendente), no local combinado lá estava a Isabel e a Vitória, reduzi a andamento (se é que isso era possível), passei por elas e bati na mão da Vitória, a Graça estava do outro lado da rua para me tirar uma foto e nem me viu passar (é o que dá ser tão rápido a correr), o percurso passava depois por uma rua estreita (lembra-me Almada Velha), que vai ter às imediações do Clube Recreativo Penichense, pouco depois passei pela placa do 7º quilómetro, seguiu-se depois toda a volta ao exterior da antiga ilha de Peniche, parte do percurso bastante escuro e em que existiam bastantes fogueiras.
Nessa parte do percurso existiam ligeiras subidas (sensivelmente até ao cabo Carvoeiro), depois seguiu-se uma parte do percurso com descidas e subidas.
Já na últimas das três léguas da corrida as luzes da cidade de Peniche começaram a surgir ao longe, quase sem dar por isso estava de novo no interior no coração de Peniche, passei pela placa do 14º quilómetro, pouco depois estava de novo e pela terceira vez na Avenida do Mar, os passeios completamente cheios de pessoas, no ar um cheirinho apetitoso dos muitos restaurantes, do lado esquerdo muitos caminheiros da corrida das fogueirinhas terminavam também eles a prova.
Já na recta da meta vejo uma vez mais a Vitória, a Isabel e a Graça, uma vez mais diminuo o andamento e aceno para elas, logo depois corto a meta e recebo um saco com uma t-shirt e um troféu.
Terminava pois a minha 2ª Corrida das Fogueiras (a primeira vez foi em 2003) com o tempo final de 1h13minutos14segundos, há 4 anos fiz 1hora05minutos30segundos.
Há 4 anos foi a minha primeira prova de 15 quilómetros, este ano foi a minha primeira prova depois de mudar de escalão, após ter completado 45 anos em 22 de Junho.
1601 Atletas (1477 masculinos e 124 femininos) completaram a corrida das fogueiras.
Os aproximadamente 6 quilómetros da corrida das fogueirinhas tiveram centenas de participantes.

Domingo ainda antes de deixarmos o apartamento fomos à piscina interior e ao jacuzzi (a Vitória adorou), já na companhia dos pais da Graça que entretanto tinham chegado almoçámos em Peniche após o que fizemos um passeio pelo forte.
A Graça com os pais voltaram de seguida para Lisboa, nós ainda fizemos de carro parte do percurso da corrida, a caminho da Cabo Carvoeiro passámos pelo Santuário de Nossa Senhora dos Remédio, pequena ermida parcialmente escavada na rocha e revestida a azulejo do século XVIII, nalgumas zonas restos de algumas das fogueiras da noite anterior, do cabo Carvoeiro avistámos as Berlengas…que vista deslumbrante!
A Vitória entretanto adormecera pelo que decidimos iniciar a viagem de regresso, parámos em Torres Vedras para ir buscar uns pastéis de feijão e como a Vitória acordara estivemos no jardim antes de reiniciar de novo a viagem.
Passámos cedo a Ponte 25 de Abril pelo que ainda antes de irmos para a nossa casa ainda fizemos uma visita aos tios Ana e Manecas.
Fim-de-semana 5 estrelas.

domingo, 1 de julho de 2007

Meu 1º Festival.

Na passada Sexta-feira, dia 29 de Junho, passámos o dia com a Vitória no “Meu 1º Festival”, evento que decorreu durante 4 dias no “Parque dos Poetas”, o bonito e muito aprazível parque da Cidade de Oeiras, recinto arborizado e ajardinado com cerca de 93 mil metros quadrados.
O público-alvo do festival era as crianças entre os 2 e 10 anos e eram anunciados como as grandes vedetas do festival, o Noddy, o Ruca e o Bob (que não deixariam os seus créditos por mãos alheias) secundados por outros como a avestruz Leopoldina e Oliver e Benji.

Neste “Meu 1º Festival” existia como em qualquer festival que se preze um palco principal com espectáculos de hora a hora que decorriam em 2 sessões (manhã e tarde).
O bilhete de entrada do recinto tinha validade para um dia (das 9 às 21 horas) e dava acesso a uma das sessões no referido palco principal.

No recinto existiam também insufláveis, pistas de carros telecomandados, espaço “Playstation”, actividades desportivas, uma roda gigante, uma área de pinturas faciais, espaços dedicados às atracções principais e outros e vários motivos de diversão e de interesse para as crianças.

Claro que a Vitória adorou este dia e de poder tirar uma foto com o Ruca, de sentar-se no carro do Noddy, de brincar com as ferramentas do Bob, de pintar na casa da “Ilha das Cores”, de brincar nos insufláveis e, dos momentos altos e “mágicos” que foram os muito apreciados por ela espectáculos do Ruca (Ruca, Rosita, a mamã e o papá do Ruca, a Clementina e o Luís) e, do Noddy (Noddy, ursa Teresa, Sr. Faísca, Orelhas, Sonso e Mafarrico).
Os papás foram também agradavelmente surpreendidos com a qualidade dos referidos espectáculos.

Também pelo palco principal passou a Leopoldina e Bob-o construtor, espectáculos que não vimos, além das actuações das Bratz (canções em inglês talvez inadequadas para o tipo de público do festival) e das “Doce Mania”.

Aspectos francamente negativos o preço das entradas, a área da restauração com pouca oferta além de cara e, o facto do recinto do palco principal ser à torreira do Sol.
Como aspectos positivos além dos óbvios o facto de parte dos lucros obtidos com a venda dos bilhetes reverter para a Unicef.

Saímos do recinto já passava das 8 da noite e bastante contentes pelo dia que passámos no “Meu 1º Festival”.
Peniche esperava por nós…