Amigos das Palavras

Por decisão do autor deste blogue os textos do próprio não seguem o acordo ortográfico de 1990.



sexta-feira, 30 de novembro de 2007

22ª Maratona de Lisboa.

No próximo domingo disputa-se a 22ª Maratona de Lisboa, a mais antiga e mais participada maratona realizada em Portugal.
A prova terá início às 9 horas da manhã e os atletas inscritos rondam o milhar, número só possível de alcançar devido à alta percentagem de estrangeiros inscritos (habitual nesta prova). Prova que tem o seu início na Praça do Comércio, local onde também termina.
Como provas complementares à Maratona de Lisboa disputam-se a Prova Aberta (com cerca de 6 km) e a Meia-Maratona.
No conjunto das 3 provas estão inscritos mais de 3 milhares de atletas, sendo que 1000 são estrangeiros (600 na prova principal).
Depois de há um ano ter participado na Prova Aberta, no próximo domingo participarei na Meia-Maratona (correrei com o dorsal 2467).
Uma excelente corrida para todos os que no próximo domingo estarão em uma das três partidas que vão existir (Maratona:9h, Prova Aberta: 9h10, Meia-Maratona:10h15).

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

33ª Meia-Maratona Internacional da Nazaré.

(Fotos de Isabel Almeida)

No passado domingo participei na 33ª Meia-Maratona Internacional da Nazaré, a chamada "Mãe" das meias-maratonas disputadas em Portugal, prova realizada todos os anos no segundo domingo do mês de Novembro.
A "Mãe" tem partida e chegada na marginal da Nazaré e é disputada num percurso em sistema de ida e volta (com o ponto de retorno em Famalicão, uma das três freguesias da Nazaré), tem um percurso quase plano na sua totalidade e desenhado de modo que após a partida os atletas passem de novo nessa zona (depois de uma pequena volta à vila).
O percurso esteve impecavelmente vedado ao trânsito, ao longo do mesmo os atletas tiveram ao dispor vários chuveiros, os quilómetros encontravam-se marcados e existiram 4 abastecimentos (água e esponjas).
Mesmo com a realização de várias provas no mesmo dia (numa das quais era mesmo sorteado um automóvel), completaram a "Mãe" 1217 atletas, dos quais 1143 do sexo masculino (93,92%) e 74 do sexo feminino (6,08%).
No sector masculino o pódio foi ocupado por dois atletas quenianos que correram como individuais, Johnstone Chebii (1h04m27s) e Benson Olenakeri (1h04m29s), e, pelo atleta português Lino Barruncho (1h05m48s) em representação do Maratona Clube de Portugal.
No pódio feminino esteve a queniana Flora Kandie (1h12m48s) do Clube Atletismo de Olhão, a russa Alina Ivanova (1h13m07s) em representação individual e a portuguesa Anália Rosa (1h13m07s) do Maratona Clube de Portugal.
A prova teve 7 escalões masculinos (Seniores, Veteranos I, II, III, IV, V e VI), 2 femininos (Seniores e Veteranos Senhoras) e 2 escalões destinados a deficientes.
Em simultâneo com a prova principal realizou-se a "Volta à Nazaré", prova com uma extensão de 8 quilómetros com partida e chegada na Nazaré e destinada a atletas juniores (masculinos e femininos), prova que teve 19 atletas classificados na meta (16 masculinos e 3 femininos).
Igualmente em simultâneo com a prova principal realizou-se a 2ª Caminhada, com uma extensão aproximada de 4 quilómetros e também com a partida e chegada na marginal da Nazaré, na qual participaram cerca de 200 pessoas.
Esta caminhada contou com a presença da campeoníssima Rosa Mota, a "madrinha" desta prova desde a 1ª edição que teve lugar no passado ano.
Rosa Mota que recorde-se continua após a realização da prova do passado domingo a deter o recorde feminino da prova principal (na sua posse desde o ano de 1989).
No sábado decorreu também a 7.ª Meia do Futuro, prova destinada aos escalões mais novos (Benjamins A e B, Infantis, Iniciados e Juvenis) em ambos os sexos, a qual registou a participação de 220 atletas classificados na meta (132 masculinos e 88 femininos).
§
Voltando à "Mãe", num dia que esteve lindíssimo e quente, o tiro de partida que assinalou às 11 horas do passado domingo o início da 33ª Meia-Maratona Internacional da Nazaré foi dado pela "nossa" Rosa Mota.
Parti para a mesma, na que foi a minha primeira participação na "Mãe", bem na cauda do pelotão e após alguns metros a passo iniciei um ligeiro trote, tentei depois localizar os meus acompanhantes, parei junto a eles e dei um beijinho à Vitória, troquei algumas palavras com a Isabel e de seguida comecei então a correr…
Depois da volta inicial à vila que fiz em ritmo baixo passei de novo na zona de partida, tentei mais uma vez localizar os meus acompanhantes, o que não foi fácil pois havia muitas pessoas a assistirem e a aplaudirem entusiasticamente os atletas, foi a Isabel que me viu e chamou quando passei por eles e tive que voltar um pouco para trás para mais um beijinho à Vitória.
Depois retornei à corrida…
Pouco depois passei pela placa do 5º quilómetro com um tempo a rodar os 28 minutos, na zona do 1º abastecimento bebi alguns goles de água e usei a esponja para me refrescar (procedimento que repeti nos seguintes 3 abastecimentos existentes até à meta).
Já na parte do percurso em direcção a Famalicão passei pela placa do 10º quilómetro com um tempo a rondar os 53 minutos.
Quando nos cruzámos com os atletas que já faziam o percurso de volta à Nazaré passou o atleta em cadeira de rodas, destacadíssimos passaram os dois quenianos numa corrida à parte, depois passaram mais e mais atletas…era só vê-los passar… o "pessoal" corre que se farta.
Em Famalicão estavam muitas pessoas nas ruas a assistirem e a incentivarem os atletas.
Após passar no ponto de retorno comecei também eu a ver alguns participantes que faziam o percurso que eu tinha acabado de fazer.
Cheguei ao 15º quilómetro com um tempo a rondar a 1h18.
Nos últimos quilómetros, como já tinha sucedido na última "meia" de Portugal, também desta vez não senti a quebra que então tinha sentido na "meia" de São João das Lampas (disputada no passado mês de Setembro), tendo conseguido chegar à recta da meta a sentir-me muito bem e quase constantemente a ultrapassar outros participantes, muitos deles com evidentes dificuldades.
Recta da meta onde consegui ver mais uma vez os meus acompanhantes, logo depois cortei a linha de chegada com o tempo de 1h47m45s (média de 5’06’’ por quilómetro).
Classifiquei-me no lugar 834 (terminaram 1217 atletas) e no escalão a que eu pertenço (Veterano III) ocupei o lugar 143 (terminaram 183 atletas).
Ainda na zona de chegada um elemento da organização simpaticamente mandou-me ir buscar uma água, a qual era entregue por vários jovens, os quais me pareceram felizes por estarem a ajudar a "Mãe".
À saída da referida zona de chegada recebi um saco que continha uma t-shirt, um prato da SPAL, um troféu, uma revista, um boné e uma caneta (em todas estas ofertas a alusão à edição deste ano da prova), no saco vinha também um delicioso bolo.
Conjunto de ofertas muito razoável a que terá só faltado a igualmente indispensável, para uma prova como a meia-maratona, bebida isotónica.
Mesmo não estando bem fisicamente (nas últimas semanas as coisas não têm estado nada bem) foi uma prova que gostei bastante de fazer.
Apesar de tudo que tenho ouvido e lido a respeito da "Mãe", a fortíssima impressão com que fiquei é que ela está bem "viva", uma respeitável "trintona" cheia de carisma e encantos, também possuidora dos segredos capazes de reunirem à sua volta, uma vez no ano, os seus muitos "filhos" espalhados pelo país.

Inevitavelmente almoçámos de novo na Nazaré, um almoço tardio mas que nos soube mesmo muito bem.
Saímos da Nazaré já depois das 4 horas da tarde.
No nosso regresso a casa passámos ainda por Alcobaça e por Fátima.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Na terra da "Mãe".

Na passada sexta-feira, depois do dia de trabalho, seguimos para a Nazaré onde passámos o fim-de-semana e participei na manhã de domingo na 33ª Meia-Maratona Internacional da Nazaré, a "Mãe" das "meias-maratonas" em Portugal.
Nazaré, a terra da "Mãe", é uma vila no distrito de Leiria, sede de um pequeno município constituído por três freguesias (Nazaré, Famalicão e Valado dos Frades).
O município, a vila e a freguesia designaram-se Pederneira até 1912, ano a partir do qual passou-se a designar de vila da Nazaré ao conjunto formado pelos núcleos populacionais da Praia, do Sítio e da Pederneira.
Nesta nossa estadia na Nazaré ficámos alojados num hotel situado na Pederneira, terra de pescadores desde o século XII, denominava-se então Seno Petronero, que significa Golfo da Pederneira.
Foi até ao final do século XV um dos mais importantes portos de mar dos Coutos do Mosteiro de Alcobaça, Pederneira que era a seguir a Alcobaça a vila mais populosa e produtiva dos domínios de Cister.
Nos séculos XV e XVI, no auge dos Descobrimentos Portugueses, teve um papel de relevo como importante estaleiro naval de onde saíram muitas naus e caravelas.
A partir de finais do século XVIII entrou num longo período de decadência, o qual durou até ao passado século XX, século durante o qual lentamente e paulatinamente a Pederneira iniciou um período de recuperação.
É actualmente um local muito sossegado e agradável, dele tem-se também uma linda vista do imenso mar que se estende a perder de vista bem como do branco casario da Nazaré.
Sábado de manhã, nas imediações do hotel pudemos constatar alguns dos evidentes vestígios da importância que a Pederneira teve no passado, a Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Areias (Igreja Matriz), igreja junto à qual se encontra a antiga Casa da Câmara (Antigos Paços do Concelho da Pederneira), fronteiro a esta ergue-se um interessante monolítico de sílex correspondente a um fragmento de tronco fossilizado, no local colocado em 1886 em substituição do desaparecido Pelourinho Manuelino.
§
Na Pederneira (as fotos):
A Ana e a Isabel na entrada do hotel; eu com a Isabel e a Vitória; a Casa da Câmara (Antigos Paços do Concelho da Pederneira); eu e a Vitória junto ao Pelourinho (tronco fóssil).

Seguimos depois para o Sítio, no extremo do promontório a 80 metros de altitude e com uma vista privilegiada sobre o mar e a Pedra de Guilhim, tirámos algumas fotos junto à Fortaleza de São Miguel (mandada construir em 1577 por D.Sebastião como meio de defesa dos ataques dos piratas), fortaleza que foi ao longo dos séculos seguintes, reconstruída, remodelada e ampliada. No início do século XX foi nela instalado um farol, o qual ainda está em funcionamento.
Visitámos depois o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, junto ao qual se encontra o antigo Paço Real mandado construir por D. Nuno Álvares Pereira para o alojamento da família real nas suas romarias ao local.
Visitámos também a Ermida da Memória, localizada junto ao Miradouro do Suberco, local onde, em 1182, segundo reza a lenda da "Nossa Senhora da Nazaré" a Virgem terá salvo a vida a D. Fuas Roupinho, o qual terá então, em acção de graças, mandado erigir a pequena ermida, perto da qual se encontra o Padrão de Vasco da Gama, comemorativo da vinda do Almirante ao local.
Terminámos a nossa visita ao Sítio no Miradouro do Suberco, o qual do alto dos seus 110 metros de altitude oferece aos visitantes uma vista panorâmica arrebatadora.
§
No Sítio (as fotos):
Eu com a Isabel e a Vitória no extremo do promontório (junto à Fortaleza de São Miguel); eu com a Isabel e a Vitória junto ao Padrão de Vasco da Gama; o casario da Nazaré visto do Sítio; eu e a minha irmã no Miradouro do Suberco (40 anos depois).

Ao fim da manhã descemos à Nazaré onde almoçamos num dos muitos e bons restaurantes existentes na povoação, após o que fizemos um passeio a pé pela marginal junto à praia.
Praia da Nazaré que tem uma origem relativamente recente, a área ocupada actualmente pela praia e pelo casario estiveram até ao século XVII cobertos pelo mar, o qual ia bater nos contrafortes da Serra da Pederneira.
A lindíssima enseada só ficou a descoberto após o recuo do mar devido às transformações geológicas que terão acontecido ao longo do século XVII.
Ainda em meados do século XIX a Nazaré começou a ser conhecida e procurada como praia de banhos e na década de 60 do século XX passsou a ser conhecida internacionalmente.
Actualmente continua, como desde então, a ser visitada anualmente por milhares de turistas.
Também eu a tenho visitado desde pequeno mas nunca nela tinha corrido…até ao passado domingo.
Voltámos a meio da tarde ao nosso local de alojamento, onde à beira da piscina passámos um resto de tarde muito agradável e relaxante.

Na praia da Nazaré (as fotos):
O branco casario da vila da Nazaré; depois do almoço o nosso passeio pela marginal; a Vitória ao meu colo durante o passeio pela marginal; a Vitória na praia na Nazaré.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

A terra da "Mãe".


Fotos de cima: eu com a minha irmã no Sítio (Miradouro do Suberco) e na Praia da Nazaré, década de 60 do século XX. Fotos de baixo: no Sítio, Miradouro do Suberco (eu com a Vitória, e, a mamã com a Vitória), Maio de 2006.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Vem lá a "Mãe"...


Pois é, vem lá a "Mãe" e eu não tenho corrido...
Após a Corrida do Tejo problemas de saúde têm-me impedido de treinar, na semana passada ainda consegui fazer um treino mas já não consegui participar na prova que tinha previsto correr no passado domingo, o 2.º Grande Prémio José Araújo, uma prova em que participei no ano de 2006 e à qual fazia questão de voltar este ano.
Ontem depois de seis dias sem correr (no corrente ano o máximo eram três dias) corri durante 1h20 ao longo da baía do Seixal, um final de tarde muito bom.
Foi pois o meu segundo treino nos últimos 11 dias e não era para correr tanto tempo mas...é tão bom poder correr.
Até ao fim da semana espero ainda conseguir fazer mais dois treinos, um deles longo, a "Mãe" assim o exige.