Amigos das Palavras

Por decisão do autor deste blogue os textos do próprio não seguem o acordo ortográfico de 1990.



quarta-feira, 30 de abril de 2008

No dia 1º de Maio correr nas avenidas de Lisboa.

Amanhã disputa-se a Corrida Internacional 1º de Maio 2008, prova com a distância certificada de 15 quilómetros e com o seguinte percurso:
Partida na Av. Rio de Janeiro (em frente ao estádio 1º de Maio), Av. do Brasil, Campo Grande, Entre-Campos, Av. da República, Praça Duque de Saldanha, Av. Fontes Pereira de Melo, Praça Marquês de Pombal, Av. da Liberdade, Praça dos Restauradores, Rossio, Rua do Ouro, Terreiro do Paço, Rua da Prata, Praça da Figueira, Martim Moniz, Rua da Palma, Av. Almirante Reis, Praça do Areeiro, Av. João XXI, Av. de Roma, Praça de Alvalade, Av. Rio de Janeiro e Estádio 1º de Maio (meta).
Também amanhã se realizará a Minicorrida, prova não competitiva de 4 quilómetros com partida na Alameda e meta instalada no estádio 1º de Maio, prova em que eu e a Isabel participámos no ano de 2003.
No passado ano participei pela primeira vez na prova dos 15 quilómetros e gostei especialmente do percurso e da chegada na pista no estádio.
No já distante ano de 1979 participei na corrida do 1º de Maio então organizada também pela CGTP em Lisboa, corrida que teve partida na Praça dos Restauradores e meta na Alameda (junto à Fonte Luminosa).
Para todos os que amanhã vão participar desejo uma grande corrida do 1º de Maio 2008.
Até amanhã...companheiros.
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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Dia de Treino Longo (mais um longe de casa).

Ontem foi dia do meu habitual treino longo semanal, desta feita por terras do Algarve onde passámos o fim-de-semana prolongado devido ao feriado do 25 de Abril e no qual tivemos a companhia da minha irmã e do meu cunhado.
Levantei-me por volta das 7h15 da manhã, a Vitória e a mamã dormiam ainda profundamente, também como habitualmente tentei preparar-me o mais silenciosamente possível para não as acordar, já na rua fiz alguns exercícios de ginástica, o Sol que aquela hora já se fazia sentir confirmava que iríamos ter continuação do tempo quente que tinha estado nos 2 dias anteriores, ainda não eram 8 horas quando saí para o exterior do "nosso" empreendimento localizado no sítio na Balaia e comecei a correr…
A primeira parte do meu treino em terras Algarvias levou-me até à praia de Santa Eulália, onde tínhamos estando durante a tarde de sábado, o parque de estacionamento completamente vazio, também na praia não se via ninguém.
Junto à beira-mar corri todo o areal, ora num sentido, ora noutro, repetindo vezes sem conta o relativamente curto mas apetecível percurso, concentrei-me no som produzido pela leve rebentação das ondas, por vezes pareceu-me ouvir o riso da minha menina de ouro, recordei-me das nossas brincadeiras do dia anterior.
Foi um momento só meu, um gozo imenso em desfrutar daquela praia só para mim, o som do mar que me trazia o riso da Vitória, o sol a fazer-se sentir na minha pele, a areia a dificultar por vezes a corrida, a solidão do corredor, que eu adoro, sempre adorei e na qual cada vez mais encontro um grande prazer.
Quando estava quase prestes a completar uma hora de corrida começaram a chegar as primeiras pessoas à praia, foi também a altura de dar início à segunda parte do meu treino, segunda parte que foi feita em estrada, isto é, foi mais por passeios (Oura, Areias de São João, Albufeira), engraçado o sossego naqueles locais aquela hora matinal, locais que estou acostumado a ver a fervilhar de pessoas e animação, quase ainda tudo fechado, também ainda poucas pessoas nas ruas, deste e daquele hotel saiam autocarros (daqueles que vão buscar os turistas para os levar para variadíssimos sítios), o movimento de carros também bastante reduzido…
Cheguei a Albufeira após 1h15 desde que tinha começado a correr, foi a altura de "virar" e voltar ao local de partida, uma parte do percurso exactamente igual ao que tinha feito (após a 1ª parte do treino feito na praia) mas em sentido contrário, e depois a parte final por estradas não utilizadas no percurso de ida de modo a entrar no empreendimento pela entrada secundária.
Conclui o treino junto à porta da casa onde estávamos alojados, 1h40 depois de ter iniciado com os últimos 40 minutos, feitos como disse, em estrada e, a um ritmo um pouco menos lento que a primeira hora, perfazendo uma distância total de 19 quilómetros de corrida.
Pouco passava das 9h30 da manhã e à sombra das árvores existentes no local realizei ainda alguns alongamentos.
Excelente fim-de-semana e mais um "longo" realizado longe de casa, desta feita, em terras Algarvias.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Corridas na noite de 24 de Abril...de outros anos.

Durante os anos (1975 a 1981) que me dediquei ao atletismo era hábito participar nas provas disputadas na noite de 24 de Abril, o primeiro dos dois diplomas em baixo é da "Corrida para a Liberdade", prova disputada em 24 de Abril de 1980, o segundo dos diplomas é da "Corrida da Liberdade", prova igualmente disputada na noite de 24 de Abril mas do ano de 1986, ano em que já sem participar regularmente em provas ainda fiz a referida corrida, a qual seria durante os 16 anos que se seguiram a minha última participação em provas.
No ano de 2002 voltei à prática regular da corrida e a participar em provas...
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Diploma de participação na "Corrida para a Liberdade"
disputada em Almada - 24 de Abril de 1980
§Diploma de participação na "Corrida da Liberdade"
disputada em Almada - 24 de Abril de 1986

segunda-feira, 21 de abril de 2008

XVII Corrida do Metro.

Hoje participei na XVII Corrida do Metropolitano de Lisboa, a qual foi organizada pelo Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores do Metro e teve o apoio técnico da Xistarca.
A partida da prova deu-se às 10 horas da manhã junto à Estação da CP de Santa Apolónia, local onde também recentemente passou a existir uma estação do metro, motivo pelo qual a partida da corrida deste ano se deu em Santa Apolónia. A meta estava instalada no Rossio.
A prova manteve os já habituais 15 quilómetros e um percurso muito bem desenhado e de que eu gostei particularmente, percurso que esteve vedado e condicionado ao trânsito, teve os quilómetros marcados e 2 abastecimentos ao longo do mesmo.
O mais rápido no sector masculino foi o atleta queniano Laban Korir com o tempo de 45’21’’, já no sector feminino a mais rápida foi a atleta etíope Mihret Tadesse (17ª da classificação geral) com o tempo de 50’53’’.
Completaram a prova 1083 atletas (dos 1200 que estavam inscritos, número limite de inscrições aceites para a prova e atingido logo aos primeiros dias deste mês de Abril), dos referidos 1083 atletas que concluíram a prova 1012 eram do sexo masculino representado 92,99% do número total e 71 do sexo feminino representado 7,01% do número total.
A prova teve 6 escalões masculinos e 2 femininos.
No final cada participante recebeu uma mochila com brindes de presença (destacando-se dos mesmos o bonito troféu e a não menos bonita t-shirt ), mochila que para os primeiros 500 classificados tinha também uma sweat-tshirt. Para os atletas mais bem classificados houve também prémios monetários e troféus.
Com início após a partida da prova principal disputou-se a II Mini Corrida do Metro, prova não competitiva com um percurso aproximadamente de 5 km.
A manhã de domingo foi coberta em termos fotográficos através dos habituais sites de fotos de desporto.
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Foi a primeira vez que participei nesta prova na que foi também a minha 2ª prova de 15 quilómetros em 2008.
Devido em parte à chuva que era quase uma certeza, a Isabel e a Vitória desta feita ficaram em casa.
Cheguei a Santa Apolónia sensivelmente às 9h45 e realizei um breve aquecimento numa altura em que a grande maioria dos atletas já estavam concentrados na zona de partida.
Partida que se deu à hora prevista e também como previsto começou a chover, os primeiros quilómetros foram feitos pois debaixo de chuva, a qual deu depois tréguas durante grande parte da prova mas que faria de novo a sua forte aparição numa altura em que grande parte dos atletas ainda não tinham chegado ao Rossio.
No meu caso a chuva forte apanhou-me na parte do percurso entre o Campo Grande e o Marquês de Pombal, Rotunda do Marquês que estava completamente coberta de uma altura razoável de água da chuva.
Com a chuva pois como companhia durante parte da prova fiz uma corrida de trás para o meio, passei aos 5 quilómetros com 25’31’’, aos 10 quilómetros com 48’37’’ e conclui os 15 quilómetros com 1h10’13’’ (ritmo de 4’41’’/km), ou seja, fiz a 1ª légua em 25’31’’ (ritmo de 5’06’’/km), a 2ª légua em 23’06’’ (ritmo de 4’37’’/km) e a 3ª légua em 21’36’’ (ritmo de 4’19’’/km).
Classifiquei-me no lugar 530 da geral e no meu escalão, M4549, classifiquei-me no lugar 68 (escalão em que terminaram 129 atletas).
Após concluir voltei quase de seguida para o carro, o qual tinha deixado ficar estacionado na Avenida da Liberdade.
A terminar não posso deixar de referir o único aspecto negativo que tem a ver com os tempos obtidos através do chip, no meu caso e de muitos outros atletas são iguais os valores que constam como "tempo" e como "líquido", o que até pode acontecer mas para quem parte da primeira linha, não para quem como eu partiu lá bem de trás.
Aspecto menos bom de uma prova que em dia de chuva brilhou forte, uma vez mais, no panorama das corridas de estrada em Portugal.
Foi mais uma vez muito bom correr em Lisboa (para mim a 1ª vez em 2008).
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O troféu da corrida.
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A minha chegada (Foto de AMMA).

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Palavras de...José Luís Peixoto.

“…quando ia treinar passava pelas ruas a correr e ninguém podia imaginar o mundo de palavras que levava comigo. Correr é estar absolutamente sozinho. Sei desde o início: na solidão é-me impossível fugir de mim próprio. Logo após as primeiras passadas, levantam-se muros negros à minha volta. Inofensivo o mundo afasta-se. Enquanto corro, fico parado dentro de mim e espero. Fico finalmente à minha mercê. No início, tinha treze anos e corria porque encontrava o silêncio de uma paz que julgava não me pertencer. Não sabia ainda que era apenas o reflexo da minha própria paz. Depois, quando a vida se complicou, era tarde demais para conseguir parar. Correr fazia parte de mim como o meu nome…”
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José Luís Peixoto in "Cemitério de Pianos"

terça-feira, 15 de abril de 2008

24º GP de Tercena.

No passado domingo voltei a participar numa prova do Troféu de Oeiras – Corrida das Localidades, desta feita no 24º Grande Prémio de Tercena em Atletismo, prova organizada pelo Grupo Recreativo de Tercena com o apoio da Divisão de Desporto da Câmara Municipal de Oeiras.
Acedendo ao amável convite do Carlos Lopes, participei na prova em representação do Clube Recreativo dos Leões de Porto Salvo.
Durante a bonita e quente manhã de domingo 474 atletas (335 do sexo masculino e 139 do sexo feminino) participaram nas várias provas em disputa e destinadas aos escalões que iam desde os benjamins aos veteranos com mais de 70 anos.
A prova em que eu participei, a última do programa e destinada aos juniores, seniores e veteranos, tinha um percurso com 7.200 metros de distância e um traçado do mesmo com algumas subidas, uma das quais bastante longa e íngreme.
Demorei sensivelmente 32 minutos para completar a referida distância da prova e classifiquei-me no 24º lugar no meu escalão, M45, o qual teve 38 atletas classificados na meta.
No final tirámos umas fotos com o Carlos, companheiro que gostei de rever e de ter conversado (em especial durante o nosso longo aquecimento).
Foi uma bela manhã de domingo.
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Antes da prova - com a Vitória junto ao bar do clube organizador.

Antes da prova - o aquecimento na companhia do Carlos Lopes.

Durante a prova - Ainda na fase inicial.
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Durante a prova - a Vitória aproveitou o parque existente no local.

Depois da prova - Carlos, Vitória e eu.

Depois da prova - a família reunida na companhia do Carlos.

domingo, 13 de abril de 2008

Carlos Lopes.

As seguintes palavras são do poeta Manuel Alegre e referem-se ao nosso campeão olímpico Carlos Lopes:
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Mais do que ser primeiro
Herói é quem
Sabe dar-se inteiro
E dentro de si mesmo ir mais além

Nota) Post dedicado ao António Bento que ontem completou a sua 3ª maratona, precisamente a que tem o nome do campeão (Carlos Lopes Gold Marathon).

sábado, 5 de abril de 2008

Quer-me parecer que ainda não é desta...

Organizada pela Câmara Municipal de Mafra e Amigos do Atletismo de Mafra, disputa-se no próximo domingo a 26ª Corrida dos Sinos, prova que terá os habituais 15 quilómetros de distância e início às 10h30. O local de partida será em frente ao Parque Desportivo Engº. Ministro dos Santos, tendo a meta na pista de atletismo do referido parque.
A Corrida dos Sinos é uma das clássicas das corridas de estrada em Portugal, até ao presente o ano em que a prova teve mais atletas classificados na meta foi em 1990 (2027 atletas), ao invés o ano em que a prova teve menos atletas classificados na meta foi em 2004 (773 atletas).
No ano passado a prova registou 1106 atletas atletas classificados na meta (o melhor desde o ano 2000), este ano encontravam-se inscritos até à passada quinta-feira, 1241 atletas, o que poderá ser um indicador de que a prova deste ano deverá vir a ter um número de atletas na meta, que sem ser recorde, poderá ainda assim superar o do passado ano.
No sector feminino a lista de vencedores desta Corrida dos Sinos inclui nomes grandes do atletismo, como sejam entre outros, os nomes de Rosa Mota (a atleta que detém o recorde da prova e também a que tem mais vitórias, 5), Fátima Silva (4 vitórias), Aurora Cunha e Mónica Rosa (ambas com 3 vitórias), Janette Mayal e Lucília Soares (ambas com 2 vitórias) e Rita Borralho (a vencedora da 1ª edição da prova).
No sector masculino a lista de vencedores inclui igualmente nomes grandes do atletismo, como sejam entre outros, os nomes de António Pinto (atleta que detém o recorde da prova), Fernando Reis (o único atleta com 3 vitórias na prova), Carlos Capítulo (um dos 2 atletas que venceu a prova por duas vezes, em 1984 e 1985), João Campos, Alberto Chaiça, Luís Jesus e Carlos Silva (vencedor nas 2 últimas edições da prova).
Esta é uma das provas em que nunca participei embora há já 5 anos que o tento fazer, já estive inscrito por três vezes na prova (anos de 2003, 2007 e no presente ano) mas surgiram sempre contratempos de última hora a inviabilizar a minha participação e este ano uma vez mais não está a fugir à regra.
Se conseguir estar presente em Mafra correrei com o dorsal 466.
Esteja ou não presente desejo para todos os que lá estarão, que espero sejam muitos, uma excelente Corrida dos Sinos.
Bom fim-de-semana.