Amigos das Palavras

Por decisão do autor deste blogue os textos do próprio não seguem o acordo ortográfico de 1990.



domingo, 31 de agosto de 2008

Últimos treinos em Agosto.

Na semana que passou foi complicado encontrar o tempo necessário para "correr", como sempre (ou quase) o tempo corre sempre muito rápido e não o conseguimos agarrar...
Os meus 3 treinos da semana acabaram por terem que serem realizados no espaço de 4 dias.
Assim o primeiro treino desta última semana de Agosto acabou por ser só na quarta-feira...às 11h30 da manhã.
No dia seguinte o segundo treino da semana, a horas mais adequadas para correr, ao final do dia.
Realizei estes 2 treinos no Parque da Paz, local onde já corro há mais de 30 anos, claro que na altura o local não se denominava Parque da Paz.
Desde que recomecei a correr em 2002 voltei a eleger o local como um dos meus locais de treino favoritos, local onde também vamos frequentemente passear.
No treino da quinta-feira a Isabel e a Vitória acompanharam-me ao Parque da Paz e a Vitória sempre que eu passava por elas as duas corria durante algum tempo ao meu lado, foi muito divertido, como agora a Vitória diz sempre que gosta de ter feito algo.
O terceiro e último foi hoje mesmo, 3 horas de corrida contínua lenta, até hoje o meu treino com maior duração de tempo de corrida.

A próxima semana continua a não se adivinhar fácil para treinos, a Isabel, terminadas as férias, volta ao trabalho, eu ainda fico mais uma semana em casa com a Vitória.
Vamos ver como conseguirei durante a semana "agarrar" o tempo necessário para correr.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Pratos da vovó

A minha avó guardava, com alegria,
muitos pratos, lindíssimos, de louça
Que ganhou de presente, quando moça.
e que esperava usar quem sabe? um dia.

Mas a vida passando tão insossa
e nada de importante acontecia
e ninguém pra jantar aparecia
que compensasse abrir o guarda-louça.

Vovó morreu. Dos pratos coloridos
que hoje estão quebrados e perdidos
ela jamais usou sequer um só.

Assim também meus sonhos, tão guardados,
terão, por nunca serem realizados,
o mesmo fim dos pratos da vovó.

Antonio Roberto Fernandes

Nota) Num comentário feito recentemente aqui nestas "palavras de corredor" pelo Ricardo Hoffmann (do blogue Run for Free) recebi estes "pratos da vovó" da autoria de António Roberto Fernandes.
Acho-o simplesmente "delicioso" e decidi (acho que bem) partilhar o mesmo, espero que gostem.

Quanto a corridas, domingo passado realizei o treino longo semanal que tinha previsto, 2h40 de corrida contínua lenta.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Zoo, cinema e corridas (em tempo de férias).

Em tempo de férias, no passado domingo visitámos o Jardim Zoológico de Lisboa e foi um dia "cheio", 10 horas que voaram num ápice (entrámos lá eram 10 horas da manhã e saímos eram 8 horas da noite).
Foi a segunda vez que a Vitória visitou o "zoo" depois de uma primeira visita em 2006.
Claro que ela gostou bastante de tudo, tendo mostrado um interesse especial por alguns animais (as zebras, as girafas, os elefantes, as tartarugas gigantes e os macacos bebés, entre outros).
Assistimos também aos vários espectáculos (golfinhos, répteis e aves) e andámos no teleférico.

O dia anterior a esta nossa visita ao "zoo" ficou também marcado pela primeira ida da Vitória ao cinema, fomos ver o filme "O Panda do Kung Fu".
Nesta ida ao cinema e na visita ao "zoo", a Vitória teve além da companhia dos papás a dos tios Ana a Manuel António.

Quanto a corridas, em tempo de férias, claro que também continuam.
Porque no passado domingo estava previsto a visita ao "zoo" de que falei acima, realizei o meu treino longo semanal no dia de sábado, 2h20 de corrida contínua lenta, foi então o 3º treino da semana dos quatro que realizei (domingo à noite realizei o 4º treino da semana, 40 minutos de corrida contínua lenta), semana de 4 treinos que já há muitos meses não constava no meu "histórico" de treinos.
Já esta semana e após 2 treinos realizados (terça e quinta) muito provavelmente realizarei o meu treino longo no dia de domingo, serão 2h40 de corrida contínua lenta.
Quanto a provas também muito provavelmente além das duas "meias" em que participarei durante o mês de Setembro (São João das Lampas a 13 e Portugal a 28) não participarei em mais nenhuma prova durante o referido mês de Setembro.
Continuação de boas férias (se for o caso) e de boas corridas para todos.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Um poema.

Não tenhas medo, ouve:
É um poema
Um misto de oração e de feitiço...
Sem qualquer compromisso,
Ouve-o atentamente,
De coração lavado.
Poderás decorá-lo
E rezá-lo
Ao deitar
Ao levantar,
Ou nas restantes horas de tristeza.
Na segura certeza
De que mal não te faz.
E pode acontecer que te dê paz...

Miguel Torga
(São Martinho da Anta, 12 de Agosto de 1907 - Coimbra, 17 de Janeiro de 1995)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Ao Miguel, no seu 4º Aniversário, e contra o Nuclear, Naturalmente

Vais crescendo, meu filho, com a difícil
luz do mundo. Não foi um paraíso,
que não é medida humana, o que para ti
sonhei. Só quis que a terra fosse limpa,
nela pudesses respirar desperto
e aprender que todo homem, todo,
tem direito a sê-lo inteiramente
até ao fim. Terra de sol maduro,
redonda terra de cavalos e maçãs,
terra generosa, agora atormentada
no próprio coração; terra onde teu pai
e tua mãe amaram para que fosses
o pulsar da vida, tornada inferno
vivo onde nos vão encurralando
o medo, a ambição, a estupidez,
se não for demência apenas a razão;
terra inocente, terra atraiçoada,
em que nem sequer é já possível
pousar num rio os olhos de alegria,
e partilhar o pão, ou a palavra;
terra onde o ódio a tanta e tão vil
besta fardada é tudo o que nos resta;
abutres e chacais que do saber fizeram
comércio tão contrário à natureza
que só crimes e crimes e crimes pariam.
Que faremos nós, filho, para que a vida
seja mais que a cegueira e cobardia?

Eugénio de Andrade
(Fundão, 19 de Janeiro de 1923 - Porto, 13 de Junho de 2005)

Nota) Palavras do poeta Eugénio de Andrade, palavras muito actuais neste Portugal de...2008.
Post dedicado à Vitória, no seu 4º Aniversário, e contra o Nuclear, Naturalmente.