Amigos das Palavras

Por decisão do autor deste blogue os textos do próprio não seguem o acordo ortográfico de 1990.



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A Rua é das Crianças.

Ninguém sabe andar na rua como as crianças.
Para elas é sempre uma novidade, é uma constante festa transpor umbrais.
Sair à rua é para elas muito mais do que sair à rua.
Vão com o vento. Não vão a nenhum sítio determinado, não se defendem dos olhares das outras pessoas e nem sequer, em dias escuros, a tempestade se reduz, como para a gente crescida, a um obstáculo que se opõe ao guarda-chuva. Abrem-se à aragem. Não projectam sobre as pedras, sobre as árvores, sobre as outras pessoas que passam, cuidados que não têm.
Vão com a mãe à loja, mas apesar disso vão sempre muito mais longe.
E nem sequer sabem que são a alegria de quem as vê passar e desaparecer.

(São João da Ribeira, 27 Fevereiro 1933 – Queluz, 8 Agosto 1978)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Números dos XXVI 20 km de Cascais.

Prova: 20 km de Cascais.
Data: 22 de Fevereiro de 2009.
Distância: 20 km.
Total de 1363 atletas classificados na meta, 1260 do sexo masculino (92,4 % do número total) e 103 do sexo feminino (7,6 % do número total).







Fonte: Classificações da prova.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A Princesa vestiu-se de Fada.

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Fotos tiradas na última terça-feira aqui.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

XXVI 20 km de Cascais.

Em cima à esquerda: com a grande Analice Silva.
Em cima à direita: com o António Bento.
Ao meio à esquerda: passagem pela zona de partida
(eu, António Pinho, António Bento e Ana Pereira).
Ao meio à direita: a Vitória com o Carlos Lopes.
Em baixo: ainda em Cascais (a Vitória com os papás).
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Na manhã do passado domingo participei nos "20 km de Cascais", prova que teve a sua 26ª edição e que como habitualmente foi organizada pelo Centro de Cultura e Desporto dos Trabalhadores do Município de Cascais com o apoio técnico da Xistarca.
Uma prova sem pontos negativos de destacar mas com relevantes pontos positivos (dos quais o magnífico cenário natural em que decorre grande parte da prova é um entre muitos), os quais decerto terão contribuído para o forte crescimento do número de participantes nos últimos anos.
De facto desde que em 2006 a prova então em 23ª edição ultrapassou pela primeira vez a fasquia dos 1000 atletas classificados na meta (1113), não mais parou de aumentar, em 2007 foram 1170 os que completaram a 24ª edição, para no passado ano de 2008, ano em que a prova comemorou os seus 25 anos de existência, terem sido 1246 os atletas classificados na meta.
Este ano inscreveram-se mais de 1500 atletas para a prova e é provável que esta 26ª edição marque também novo recorde de número de atletas classificados na meta.

Foi a minha terceira participação consecutiva na prova dos 20 quilómetros (anos de 2007 a 2009) depois de ter participado em 2003 na "Rapidinha", a prova não competitiva complementar da corrida dos 20 quilómetros e que como já começa a ser habitual foi também este ano fortemente participada.

Numa manhã de domingo muito bonita não demorámos muito tempo a fazer a viagem de Corroios até à bonita vila de Cascais.
Já em Cascais e após estacionar o carro foi tempo de ir levantar o dorsal e para a primeira foto do dia, com a grande e jovial Analice Silva, uma senhora atleta de quem se fala muito em casa do "corredor" como na manhã de domingo a Isabel teve ocasião de dizer à própria Analice.
Pouco depois tempo de encontrar o António Bento e de finalmente a família do "corredor" conhecer o também tão falado lá por casa "tartaruga".
Quase de seguida tempo de outro agradável encontro com alguém igualmente muito falado lá por casa mas que a família já tinha (e tem vindo a ter) o prazer de conhecer, a "Maria".

Depois de posarmos para a foto que não saiu dirigimo-nos para a zona de partida e pouco depois era dada a partida.
Nos primeiros quilómetros fui conversando com o António, que a correr em casa ia abrindo algum do seu arquivo de memórias, o qual deu para sentir o quanto é valioso.
A Ana, então já na companhia do António Pinho, seguia por perto e a dada altura deu connosco "tartarugando" e assim seguimos, num mini pelotão a quatro até passar pela zona de partida, onde tive tempo para trocar algumas palavras com a Vitória e a mamã.
Segui ainda depois mais algum tempo desfrutando da mesma agradável companhia e sensivelmente a partir do 9º km passei a correr um pouco mais rápido perdendo com isso a companhia dos meus companheiros até então, tendo completado a prova num tempo a rondar a 1h47’ de mão dada com a Vitória, o que aconteceu pela primeira vez em Cascais.
No final recebi a original t-shirt em que constam os nomes dos atletas que concluíram a prova no ano anterior (algures está lá o meu nome) e também uma placa alusiva à prova (este ano com a letra C da palavra CASCAIS).

Ainda na zona de chegada estive depois algum tempo à conversa com outro companheiro da blogosfera, o José Magro.
Depois já com a família reunida vimos chegar os companheiros que eu perdi durante a prova (desculpem-me por isso).
Falámos também um pouco com o pai da Ana (que entretanto também chegou junto de nós) e pouco depois despedimo-nos até uma próxima vez.
Ainda antes de voltarmos para o carro tempo das últimas fotos em Cascais, da Vitória com os papás.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

A Princesa vestiu-se de Rainha.

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Fotos tiradas hoje à tarde aqui.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

10º Grande Prémio Eirapedrense.

Em cima à esquerda: emblema do clube organizador.
Em cima à direita: fase do aquecimento.
Em baixo à esquerda: a "nossa" chegada.
Ao meio à direita: com José Magro e Aníbal Godinho.
Em baixo à direita: a família reunida depois da prova.
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Chegámos cedo à Eira da Pedra, local muito perto de Fátima, onde na manhã do passado domingo participei no 10º Grande Prémio do Eirapedrense, prova organizada pelo Grupo Desportivo e Cultural Eirapedrense.
Logo à chegada tempo para cumprimentar um dos muitos companheiros de corrida presentes na Eira da Pedra mas dos poucos daqui da blogosfera, o José Magro.
Depois de beber um café com os meus acompanhantes e de algum tempo de espera iniciei o meu aquecimento, durante o qual me fui apercebendo que estavam bastantes participantes e alguns de muito bom nível.
Numa manhã lindíssima e em ambiente de grande festa além da prova “principal” decorreram também provas destinadas aos escalões jovens, as quais são sempre de louvar, também de assinalar a realização da “caminhada”, a qual teve um número muito agradável de participantes e que partiu algum tempo antes da prova “principal”.

À hora prevista (10h30), junto à sede do “Eirapedrense” deu-se a partida da prova anunciada como tendo 14 quilómetros mas que muito provavelmente terá tido quase 15, quilómetros que foram ”corridos” pelos arredores da Eira da Pedra e quase sempre por estradas secundárias, nalgumas ladeadas por muito verde e num ambiente muito tranquilo com a meta instalada na pista de atletismo do Estádio Municipal de Fátima (cujos balneários foram disponibilizados aos atletas), o qual se situa junto à sede do “Eirapedrense”.
Em relação ao percurso dizer que esteve vedado e condicionado ao trânsito, teve os quilómetros marcados e 3 abastecimentos ao longo do mesmo.
Percurso fácil excluindo os dois quilómetros a subir já na fase final da prova, percurso que percorri em 1h08’, tempo que me deixou bastante satisfeito a confirmar-se a distância de quase 15 quilómetros da prova e tendo em conta as minhas últimas semanas de treinos.
Após a prova e em plena pista de atletismo mais algum tempo de conversa com o José Magro e o Aníbal Godinho, atletas que participarão este ano nos 101 quilómetros de Ronda.

No meu arquivo de memórias registo pois com muito agrado esta minha primeira participação na Eira da Pedra, na que foi também em 2009 a primeira meta cortada de mão dada com a Vitória.
Registo também o número do meu dorsal, o 81 (um “quadrado perfeito” em linguagem matemática), curiosamente o mesmo número com que corri em São João das Lampas no passado mês de Setembro.

A prova foi ganha por Carlos Silva, atleta do Sporting Clube de Portugal.
Nos lugares imediatos classificaram-se os atletas Gilberto Fernandes, Fernando Matos, Nuno Varela e Nuno Romão, este último também um ilustre blogger.
Termino salientado que este “10º Grande Prémio Eirapedrense” esteve muito bem organizado, decerto que voltarei à Eira da Pedra.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Outro olhar sobre os números do “Atlântico”.

Prova: 10º Grande Prémio do Atlântico.
Data: 8 de Fevereiro de 2009.
Distância: 10 km.
Total de 1145 atletas classificados na meta (1037 masculinos e 108 femininos).

No gráfico 1, em baixo, são apresentados os valores do número de atletas classificados na meta por género (masculino e feminino) e por faixa etária.

Como se pode constatar destacam-se claramente 3 faixas etárias:
[ 40 a 49 ] – 323 atletas masculinos e 35 atletas femininos.
[ 50 a 59 ] – 281 atletas masculinos e 23 atletas femininos.
[ 30 a 39 ] – 259 atletas masculinos e 32 atletas femininos.

No conjunto dessas 3 faixas etárias registaram-se 863 atletas masculinos (total de 1037 atletas masculinos classificados na meta) e 90 atletas femininos (total de 108 atletas femininos classificados na meta).
Considerando a “idade” dos atletas verifica-se que:
Média = 45 e Moda = 41 (atletas masculinos).
Média = 42 e Moda = 53 (atletas femininos).

No gráfico 2, em baixo, são apresentados os valores em percentagem do número de atletas classificados na meta por género e por faixa etária.

Como se pode constatar destacam-se as 3 faixas etárias já anteriormente referidas:
[ 40 a 49 ] – 31,1 % atletas masculinos e 32,4 % de atletas femininos.
[ 50 a 49 ] – 27,1 % atletas masculinos e 21,3 % de atletas femininos.
[ 30 a 39 ] – 25,0 % atletas masculinos e 29,6 % de atletas femininos.

Note-se que:
Total de 1037 atletas masculinos classificados na meta = 100 %.
Total 108 atletas femininos classificados na meta = 100 %.

No conjunto dessas 3 faixas etárias registaram-se 83,2 % do total dos atletas masculinos classificados na meta e 83,3 % do total dos atletas femininos classificados na meta.
Curiosamente as faixas etárias “20 a 29” e “60 a 69” registaram igual número de atletas classificados na meta (89).
Na faixa etária “20 a 29” concluíram 77 masculinos e 12 femininos e na faixa etária “60 a 69” concluíram 85 masculinos e 4 femininos.
De destacar os 10 atletas com idade igual ou superior a 70 anos que concluíram a prova.
Os atletas menos jovens a concluírem a prova foram Carlos Claro (76 anos) com 1h07’48’’ e Analice Silva (65 anos) com 46’55’’, em masculinos e femininos respectivamente, ambos os atletas em representação do Liberdade FC.

Tipo de pelotão: "Quarentão".

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Números do X Grande Prémio do Atlântico.

Distância da prova: 10 km
Total de 1145 atletas classificados na meta, 1037 do sexo masculino (90,57 % do número total) e 108 do sexo feminino (9,43 % do número total).







Fonte: Classificações da prova.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

X Grande Prémio Atlântico.

Ontem participei no 10º Grande Prémio “Atlântico”, prova organizada pelo Núcleo Sportinguista da Costa da Caparica e que contou com o apoio técnico da Xistarca. A prova com a habitual distância de 10 quilómetros ficou-se este ano pelos 9.900 metros devido às obras existentes, teve o local de partida e de chegada junto à nova sede do “Núcleo” e um percurso ao longo de algumas das principais artérias da Costa da Caparica.
Decorreu também pela primeira vez uma prova complementar denominada "I Caminhada do Atlântico" com a distância de 4 quilómetros, a qual terá registado cerca de duas centenas e meia de participantes.
A prova principal registou 1145 atletas classificados na meta, sendo que 1037 eram do sexo masculino (90,57 % do número total) e 108 eram do sexo feminino (9,43% do número total).
Os mais rápidos foram, em masculinos, Alberto Chaíça (GRD Conforlimpa) com o tempo de 32'03'', e, em femininos, Beatriz Cunha (CA Patameiras) com o tempo de 38'57''.

Quanto à minha prova, a primeira em 2009, correu dentro do que eu esperava, num percurso fácil completei a prova com o tempo oficial de 45'29'' na que foi a minha quarta participação no “Atlântico” depois de ter marcado presença em 2003, 2007 e 2008.
A Isabel e a Vitória acompanharam-me esta prova.
Ainda antes da partida tive o prazer de rever a “correr” dois companheiros daqui da blogosfera, o “Tartaruga” e a “Maria”.

Uma bela manhã de domingo, mais uma, a registar no meu arquivo de memórias em “Costa da Caparica”, local donde guardo recordações bem recentes como as do sábado passado em que fomos, como tantas vezes fizemos durante o último verão, com a Vitória ao Parque Urbano da Costa da Caparica, até outras bem mais antigas, os longos domingos passados na “Costa” com os meus pais e a minha irmã, nos quais tínhamos a companhia habitual de outras 2 famílias, a do Aires e a do Figueira, semana após semana, durante os meses de verão.
Nesses domingos as manhãs eram passadas na praia e as tardes na mata, onde almoçávamos e ficávamos algum tempo para depois mais à tarde regressarmos de novo à praia.
Recordações de dias felizes separadas por mais de 40 anos entre elas, pelo meio tantas outras, mais ou menos felizes, certo é que as recordações de episódios vividos na Costa da Caparica fazem parte do meu arquivo de memórias, consequência quase natural para alguém que como eu nasceu e cresceu em Almada com a "Costa" a escassos quilómetros de distância.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Mais uma bela tarde de sábado.

Na tarde do passado sábado fomos ao Teatro Tivoli em Lisboa ver o musical infantil “Eli, a Elefanta Bebé”, a história de uma amizade única entre uma elefanta bebé muito especial (Eli) e uma menina europeia (Alice).
A Vitória adorou o espectáculo e esta semana tem falado imenso do "elefantinho bebé".

Resumo da história: Eli vive com os pais e restante família na savana, até ao dia em que todos, excepto a pequena elefanta, desaparecem, aparentemente abatidos por um bando de caçadores. Alice chega a África com o pai depois da morte da mãe e sente-se sozinha numa terra onde não há televisão e onde os amigos parecem difíceis de encontrar. É o verdadeiro “bicho-do-mato”, como comentam os restantes habitantes da tribo. Até ao dia em que o destino lhe troca as voltas e coloca a elefanta no seu caminho. Tornam-se inseparáveis, a elefanta vai viver para a tribo de Alice e às tantas já ninguém sabe onde começa uma e onde termina a outra. Ao ponto da elefanta querer ter lições de boas maneiras e a menina sonhar com banhos de lama, o passatempo preferido dos elefantes.

Escrito por Ana Rangel trata-se de uma história actual, cheia de peripécias e recheada de muitas emoções, que leva o público-alvo a um contacto com o continente africano, os seus habitantes, os seus hábitos e costumes e ao mesmo tempo, a universalidade dos sentimentos.

A peça que esteve em cena desde o passado mês de Outubro teve precisamente a sua última representação na capital na tarde do passado sábado e estará por estes dias pelo norte do país, no Porto (Exponor) de 4 a 19 de Fevereiro e em Braga (Theatro Circo) de 22 a 24 de Fevereiro.
Espectáculo a não perder para quem tem crianças.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Um Tal Fernando Assis Pacheco.

Vivo com ele há anos suficientes
para poder dizer que o reconheceria
num dia de Novembro no meio da bruma
é como uma pessoa de família

adorava os pais mas tinha medo
quando zangados se punham aos gritos
e se chamavam nomes odiosos
não invento nada vi-o crescer comigo

chorava então desabaladamente
e eu com ele sentindo-nos perdidos
o coberto puxado sobre a cabeça
seria trágico se não fosse ridículo

mesmo depois a noite que urinasse
no pijama era um protesto civil
encharcou assim grande parte das Beiras
não lhe perguntem se foi feliz

Fernando Assis Pacheco
(Coimbra, 1 de Fevereiro de 1937 - Lisboa, 30 de Novembro de 1995)