Amigos das Palavras

Por decisão do autor deste blogue os textos do próprio não seguem o acordo ortográfico de 1990.



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Blogosfera Corredora.

No conhecido site "Correr por Prazer", têm vindo a ser divulgados nas últimas semanas blogues que falam de corrida numa rubrica a que o Vítor Dias chamou "Blogosfera Corredora".
Por lá já passaram os "Leões de Kantaoui", o "Cidadão", os "EntroncamentoRunners", as "Pernas", o "Pára", a "Maria", o "Tomaracorrida"…
Esta semana foi a vez das "Palavras de Corredor", ao Vítor Dias o meu obrigado pela distinção e pela divulgação dos blogues que falam de uma paixão comum a todos nós, a corrida.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A sexta.

Na manhã do passado domingo voltei a correr em terras de "nuestros hermanos", tal como há quinze dias, corri uma maratona, agora a da cidade de Sevilha, capital da Andaluzia.
Desta vez também fomos de véspera mas desta feita no autocarro que a Associação Desportiva o Mundo da Corrida organizou para esta deslocação a Sevilha.
Saímos bem cedo de Lisboa, viagem tranquila com 2 paragens pelo caminho, viagem que até deu direito a recordar a ultima maratona pois passámos por Badajoz, a meio caminho entre Badajoz e Sevilha também a sermos surpreendidos pela presença da neve na paisagem.
Já em Sevilha foi tempo de levantar os dorsais e quase de seguida "carregar" alguns hidratos, a um tranquilo resto de tarde, a novo carregar de hidratos e a terminar o dia com muita animação a que nem faltou "sombras chinesas" na agradável companhia das famílias Mota e Adelino.

Domingo, dia de Maratona, também dia muito frio, chegámos ao Estádio Olímpico de Sevilha ainda noite cerrada, o pessoal que ia correr foi-se dirigindo para o estádio, os acompanhantes ainda ficaram mais algum tempo no interior no autocarro, depois de me despedir das minhas meninas também eu segui em direcção ao estádio.
Já no interior no estádio deu para começar a sentir o ambiente em redor da corrida e característico de maratonas já com a dimensão da de Sevilha.
Devido ao muito frio que se fazia sentir comecei a aquecer bem cedo, primeiro nos túneis interiores do estádio durante o qual fui tendo a companhia do Adelino, do Costa e do Andrade, uns largos minutos antes das 9 horas prossegui com o aquecimento já na pista do estádio, por lá encontrei os "Britos" e outros companheiros do grupo deles, ainda tempo para algumas fotos e algumas palavras.
Hora de partida, primeiros metros corridos na pista no estádio e logo depois a saída do mesmo pelo túnel, um grande aglomerado de atletas e um continuar naqueles metros iniciais quase a passo, qual guerreiros que iam para a batalha os atletas iam entoando um cântico…
A saída do túnel, muitas pessoas a assistirem, ainda alguma dificuldade em começar a correr a um ritmo certo, completei o 1º km já bem acima dos 6 minutos.
Já na primeira das muitas, largas e longas rectas que percorremos, aos poucos entrei no ritmo que pretendia, sensivelmente ao quilómetro 5 passei pelo ponto onde estava a Isabel e a Vitória na companhia dos outros apoiantes, momentos de festa, alegres, contagiantes…
Continuei com o objectivo de chegar confortavelmente à meia, onde passei com 1h51'14'' (sensivelmente igual ao tempo de passagem em Badajoz), nos quilómetros seguintes fui apanhado pelo José Carlos Fernandes (do grupo do Brito), conversámos durante alguns metros mas ele vinha rápido demais para mim e nem tentei seguir junto com ele, à passagem ao quilómetro 25 verifiquei que estava com um tempo muito idêntico ao de Badajoz, nos quilómetros seguintes fui alcançando alguns atletas mas sem conseguir encaixar num grupo, por vezes para tentar manter o ritmo a que seguia tinha que avançar sozinho, ao quilómetro 30 mais uma vez verifiquei que estava com um tempo muito idêntico ao de Badajoz, por volta do quilómetro 33 decidi beber a água que tinha recebido no abastecimento anterior pelo que seguia a um ritmo ligeiramente inferior ao que tinha vindo nos últimos quilómetros, fui aí apanhado por um grupo de seis atletas que vinham a um bom ritmo, decidi seguir na sua cola, eram todos espanhóis, ainda que verificasse que seguiam a um ritmo bem abaixo dos 5 min/km decidi seguir junto deles, nessa fase fomos sempre passando muitos atletas, por volta do km 35 do grupo dos seis espanhóis houve 2 que ficaram para trás, pouco depois, por volta do km 37, descolou um terceiro, quase de seguida mais um, dos seis o grupo tinha ficado reduzido a dois, ainda assim continuavam a um bom ritmo e eu junto deles mas logo depois um encostou e abandonou a corrida, provavelmente estava só a fazer parte da prova como treino, segui ainda durante algumas centenas de metros junto ao que tinha ficado mas ainda antes do km 38 verifiquei que ele não me conseguia acompanhar e lá tive que continuar sozinho, nessa fase sentia-me muito bem e tentei que o ritmo que tinha vindo até então não caísse muito, fui continuando a passar muitos atletas, algumas caras conhecida, primeiro o José Magro, pouco depois o Fernando Andrade.
À medida que os quilómetros iam passando aumentava o número de atletas que seguiam com evidentes dificuldades, alguns a passo, já bem perto do estádio comecei a ouvir a festa que se ia fazendo no interior no mesmo.
Passei a placa com o número 41, dois espanhóis ultrapassaram-me nessa altura, seguiam muito bem, aproveitei a boleia e tentei seguir com eles, na entrada no túnel quis-me parecer que reduziram o andamento, eu continuei no embalo na descida e vivi a cena tantas vezes vista em tantos jogos olímpicos a que assisto há tantos e tantos anos, quero agora lembrar-me de mais pormenores mas só me recordo de sentir uma emoção difícil de descrever e que talvez só alguns dos que já passaram ali no túnel poderão entender, entrei na pista, senti a suavidade do tartan, senti-me renascer, estiquei a passada, curva feita, continuei em direcção à linha de chegada, olhei para a bancada, muita gente, muitos aplausos, olhei em frente, um último sprint na tentativa de "bater" as 3h40', cortei a meta, olhei de novo na direcção na bancada, por fim vi as minhas meninas, também o resto da claque que iam fazendo uma grande festa, acenei e disse adeus, a Vitória disse-me também adeus, comecei aos saltos, fiz também eu ali a festa, pessoas da organização mandaram-me depois seguir em frente…
À saída colocaram-me uma toalha pelas costas, continuei a andar, sentei-me para tirar o chip, logo um jovem fez tenção de me ajudar, agradeci-lhe mas disse-lhe que não era necessário, coloquei o chip numa nas caixas e saí daquela zona, logo depois passei pelo local onde estavam a entregar as medalhas, uma jovem colocou-me a bonita medalha ao pescoço, continuei a andar enquanto ia olhando a medalha, feliz por mais uma maratona corrida, a minha sexta maratona.

Antes da partida rumo a Sevilha:

Já em Sevilha, grupo que viajou no autocarro:

Manhã da maratona, à chegada nas imediações do estádio:

Na passagem ao km 5:

A fantástica claque de apoio:

Na festa da clausura:

As outras maratonas aqui: Primeira, Segunda, Terceira, Quarta e Quinta.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

XXVI Maratón Ciudad de Sevilla.

Quinze dias depois de Badajoz, voltei na manhã do último domingo a participar numa prova além-fronteiras, de novo em Espanha, de novo numa maratona, a da cidade de Sevilha.
Tal como há quinze dias tive a companhia e o apoio das minhas meninas, sem quais nada faria sentido, foi mais um daqueles dias que no arquivo de memórias do corredor vai direitinho para dias muito felizes.

Dados da minha prova:
Tempo: 3h38'09''
Ritmo: 5'10''/km
Lugar Geral: 1671 (3124 atletas)
Lugar Escalão [FM]: 278 (503 atletas)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A "Senhora" que se segue.

Site da prova aqui.

Depois de ter participado nas maratonas do Porto (Novembro de 2009), Lisboa (Dezembro de 2009) e Badajoz (Janeiro de 2010), no fechar do ciclo Sevilha é a "senhora" que se segue.
Aprendi desde sempre que as senhoras devem ser respeitadas por muitos que sejam os encantos e seduções que possuam, será isso que farei na manhã no próximo domingo, acima de tudo espero desfrutar em pleno do grande prazer que me dá correr uma maratona, o que tenho conseguido em todas as maratonas (ainda que apenas 5) que já corri.
O meu dorsal será o 1785.
Uma boa maratona para todos aqueles que marcarão presença na linha de partida.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

24º Grande Prémio de Carnaval do Alto do Moinho (II - Fotos).

Eu e as minhas meninas:
Eu e a Vitória com o companheiro das corridas e amigo da família, Manuel Silva:Com o Luis Parro:A família com a Ana Pereira: 2 "sargentos", a "Maria" e Fernando Oliveira:Passagem a meio:
2 anos depois da primeira:
Almoço em casa do Manuel Silva:
Família, amigos e corrida, trinómio perfeito:

24º Grande Prémio de Carnaval do Alto do Moinho (I - Palavras).

Realizou-se hoje de manhã o "24º Grande Prémio de Carnaval do Alto do Moinho", prova organizada pelo Centro Cultural e Recreativo do Alto do Moinho e que contou com os apoios da Câmara Municipal do Seixal e Junta de Freguesia de Corroios.
O percurso da prova teve como habitualmente duas voltas mas este ano cada uma de apenas 4500 metros (anteriormente cada volta rondava os 5700 metros), para uma distância total de 9000 metros.
Também como habitualmente a prova contou para o Troféu de Atletismo do Seixal.
A partida e chegada da prova deu-se junto ao pavilhão gimnodesportivo do clube organizador, percorreu algumas artérias do Alto do Moinho, Corroios, Vale de Milhaços e Pinhal do Vidal, locais pertencentes a Corroios, uma das 6 freguesias do concelho do Seixal, distrito de Setúbal, Margem Sul do Tejo, na designada "outra banda".
As inscrições para a prova eram gratuitas e a mesma teve marcação dos quilómetros, um abastecimento sensivelmente a meio e um controlo de passagem dos atletas.

De referir que o referido clube organizador desta prova, o "Centro Cultural e Recreativo do Alto do Moinho" surgiu nos pós 25 de Abril e é considerado Instituição de Utilidade Pública desde 3 de Novembro de 1983.
Entre as muitas actividades do clube conta-se também o atletismo, modalidade na qual o clube possui uma forte equipa, em especial nos escalões de veteranos, por isso sem surpresas a vitória colectiva da sua equipa hoje de manhã.
Individualmente os mais rápidos foram Carlos Alves (Boavista do Pico) e Anabela Tavares (C.D.R. Águias Unidas), em masculinos e femininos, respectivamente.
Já tinha participado neste "Grande Prémio" em 2003 e 2008, para além de se tratar de uma prova disputada à porta de casa e por isso difícil de resistir, é uma prova que me diz algo, por ter sido em 2003 a 2ª prova em que participei após o meu reinício da prática da corrida em Setembro de 2002 e por em 2008 ter sido a prova em que pela primeira vez cortei uma meta de mão dada com a Vitória.
Tal como aconteceu de novo hoje de manhã.

Da minha prova pouco a dizer, encarei a mesma como um treino mais rápido entre maratonas, posso dizer que foi um excelente treino.
De referir que a blogosfera que fala de corrida esteve bem representada nesta prova, para além do vencedor da mesma, Carlos Alves, estiveram presentes João Paixão, Luis Parro, Ana Pereira e eu próprio.

Dados da minha prova:
Tempo: 39'44'' (8940 metros)
Ritmo: 4'26''/km
Lugar Geral: 135 (283 atletas)
Lugar Escalão [Veteranos II]: 24 (40 atletas)

Fotos da prova aqui.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

XVIII Maratón Popular Ciudad de Badajoz (continuação).

Em cima à esquerda: eu com a Vitória depois de levantar o dorsal.
Em cima à direita: a família com o casal Mota.
Ao meio à esquerda: o atleta e o corredor.
Ao meio à direita: fase inicial da prova.
Em baixo à esquerda: por volta do quilómetro 22.
Em baixo à direita: já na recta da meta.
[clicar na imagem para ver melhor]

Parti calmamente para aquela que viria ser a minha 5ª maratona, nos metros iniciais lá estavam as minhas meninas, passei por elas e bati na mão da Vitória, pouco depois a travessia da 1ª das duas pontes sobre o Rio Guadiana que atravessámos durante a prova, completei o 1º quilómetro em confortáveis 5'15'' e decidi seguir nesse ritmo, nessa fase inicial fui sendo passado por muitos corredores, a maioria pelo ritmo a que seguiam decerto que seriam dos que iriam ficar na passagem à meia como é habitual acontecer em Badajoz, ainda assim nos quilómetros seguintes corri ainda com muita gente por perto, à medida que os quilómetros foram passando fui ficando mais só, a dada altura comecei a ver do outro lado da estrada os primeiros atletas que já voltavam do 1º ponto de viragem, contei-os e ao 12º vi o Mota, gritei-lhe um "Força Mota!", depois continuei a correr enquanto os continuava a ver passar, algumas caras conhecidas das provas de Portugal, alguns nomes grandes das corridas de longa distância, algum tempo depois cheguei também eu ao ponto de viragem, os quilómetros sucediam-se, quase sem dar por isso completei os 10 primeiros quilómetros da prova.

Por essa altura já tinha sido presenteado com alguns "ánimo, ánimo", o que viria a acontecer quase sempre que passei por locais onde estavam pessoas.
Pouco depois nova passagem sobre o rio Guadiana, o que fizemos através de outra ponte, a que se seguiram mais quilómetros, ainda planos e paralelos ao Guadiana, fase da corrida em que seguia já completamente isolado, à medida que os quilómetros se iam sucedendo dei por mim a desejar chegar à meia, ponto que se encontrava assinalado e onde muitos dos atletas iam encostado e recebendo a medalha da prova, eu completei essa 1ª meia com um tempo já acima da 1h50', sabia que a partir desse ponto se repetiria todo o percurso anteriormente corrido, nova passagem pela ponte onde desta vez, no final da mesma, tinha à minha espera como combinado a Isabel e a Vitória, que estavam na companhia da Susan e da esposa de um outro companheiro maratonista português.
À medida que me aproximava ia olhando para a Isabel que estava de máquina fotográfica em riste, gritei-lhe para me dar os geles, olhei para a Vitória que estava por perto, a Isabel não parecia com vontade de me dar os geles, reparei depois que a Susan estava um pouco mais à frente e ia-me acenando com os mesmos na mão, passei por elas, bati na mão da Vitória, recebi os geles e segui ainda a sorrir.
Nos quilómetros seguintes apanhei o atleta que nos últimos quilómetros da prova tinha vindo à minha frente e segui algum tempo junto dele.
Cheguei assim ao quilómetro 25, sentia-me bem, pensei então que só faltavam 17 quilómetros e aos poucos comecei a ganhar avanço ao meu companheiro ocasional dos últimos 2 a 3 quilómetros mas com isso fiquei de novo isolado, do outro lado da estrada continuavam a passar atletas, cheguei ao ponto de viragem, os quilómetros sucediam-se, chegou rápido a placa com o número 30, de novo a passagem pela outra ponte, eu ia continuando a passar participantes, quase nunca fui ultrapassado durante toda a 2ª meia, as excepções terão sido duas, um atleta que me passou já nos últimos quilómetros e um duo que por volta do quilómetro 33 me ultrapassou, eu ainda tentei aproveitar a boleia destes últimos mas lentamente eles foram-me ganhando algum avanço, ainda assim continuei nos quilómetros seguintes relativamente perto deles, pouco depois cheguei ao quilómetro 35, nos quilómetros seguintes continuei a um bom ritmo, nos últimos quilómetros haviam motas da organização que iam perguntando aos atletas se queriam água, aquarius

Foi também nos últimos quilómetros que ultrapassei mais frequentemente alguns participantes, preparava-me para o fazer mais uma vez quando reparo que o atleta em questão era o Nuno Santiago que também tinha ficado no mesmo hotel que nós, trocámos umas palavras, falámos de Sevilha e seguimos juntos até ao último quilómetro da prova, depois o Nuno ganhou-me algum avanço, por essa altura olhei o relógio e verifiquei que muito provavelmente ia acabar com um tempo a rondar as 3h40' (acabaria com 3h40'30''), já na recta na meta ultrapassei ainda um dos companheiros do duo que me tinham ultrapassado uns quilómetros antes, olhei em frente, vi o pórtico da chegada, ouvi os nomes dos que já iam terminando, comecei a procurar as minhas meninas, diminui ligeiramente o ritmo de corrida, por fim lá as vi, cheguei perto delas, sorriso estampado no rosto, olhei a Isabel, peguei na mão da Vitória e juntos seguimos em direcção à linha de chegada, ouvi o meu nome, António Gomes, mais uma meta cortada, recebi um beijo da Vitória.
Pouco depois colocaram-me a medalha da prova ao pescoço e uma manta pelas costas.
Estava feita a minha 5ª maratona, a 1ª além-fronteiras, a 3ª nos últimos três meses, Sevilha é a "senhora" que se segue.

Tempo: 3h40'30''
Ritmo: 5'14''/km
Lugar Geral: 168 (287 atletas)
Lugar Escalão [CAT F]: 42 (64 atletas)

Classificações da prova aqui.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

XVIII Maratón Popular Ciudad de Badajoz.


Na manhã do passado domingo realizou-se a XVIII Maratón Popular Ciudad de Badajoz, a prova teve 287 atletas classificados na meta dos quais 266 eram do sexo masculino (92,7 % do número total) e 21 do sexo feminino (7,3 % do número total), entre os quais muitos atletas oriundos de Portugal.
O mais rápido no sector masculino foi o português Gil Ferreira (ADERCUS) com o tempo de 2h26'34'', sendo que o 3º lugar da geral foi igualmente ocupado por um português, António Custódio (Águias Unidas) com o tempo de 2h30'48''.
Já no sector feminino a mais rápida foi a atleta belga (a residir em Portugal) Chantal Xhervelle (AM Casal Figueira) com o tempo de 3h07'59'', sendo que o 2º lugar foi ocupado pela atleta portuguesa Carmén Pires (Asas do Milenium) com o tempo de 3h16'38''.
De salientar também a presença de muitos portugueses no pódio dos vários escalões, sendo que em dois deles só estiveram mesmo portugueses, um dos quais aquele em que esteve o Mota.
Igualmente de salientar as excelentes representações do Clube Atlético da Barreira - Leiria (15 atletas na maratona, várias presenças no pódio e vitória colectiva) e do clube "Águias Unidas" dos Foros da Amora (7 atletas classificados na meta com tempos iguais ou inferiores a 3 horas e igualmente várias presenças no pódio entre as quais o já referido 3º lugar da geral).

A blogosfera que fala de corrida esteve representada por Luís Mota (que arrasou), Luís Parro e eu próprio, que não arrasámos mas que lá nos tornámos "internacionais" ainda que à porta de casa.

A minha 1ª vez além-fronteiras:

Na manhã da última maratona de Lisboa, ainda antes da partida da mesma, durante o café que bebi na companhia do meu cunhado Vítor tinha-lhe dito que se a maratona de Lisboa me corresse bem a seguinte seria Badajoz, até então só a Isabel sabia que Badajoz estava no meu horizonte.
Passaram rápidas as semanas desde essa manhã da última maratona de Lisboa e no passado domingo lá estive na linha de partida da XVIII Maratón Popular Ciudad de Badajoz, na que foi a minha primeira prova além-fronteiras, 42 quilómetros de puro prazer de correr coroados com uns metros finais que se revelaram os mais saborosos de todos, já na recta na meta e nos minutos que se seguiram a ter completado a prova vivi momentos de uma grande carga emotiva, decerto que a isso não terá sido alheio o facto de a Vitória ter cortado a meta comigo, o que aconteceu pela 2 ª vez em provas de maratonas (a 1ª foi no Porto em Outubro de 2008 na que foi então a minha 1ª maratona).

Foi uma bela jornada por terras de "nuestros hermanos", estivemos indecisos quase até à última da hora, em irmos no próprio dia ou de véspera, depois lá decidimos ir sábado e rumámos a Badajoz já depois da hora de almoço, viagem tranquila e agradável de se fazer, fomos logo directamente levantar o dorsal e só depois nos dirigimos para o hotel onde ficámos alojados, hotel em que ficaram igualmente muitos dos portugueses presentes em Badajoz.
Logo à chegada encontrei o Luís Parro com quem conversei um pouco, mais tarde chegou o casal Mota, mais uns dedos de conversa e foi tempo de carregar mais uns "hidratos" para queimar no dia seguinte.
Depois do jantar tempo ainda para mais uns momentos de confraternização com os outros dois companheiros de Tomar (Vítor Medeiros e António Carlos) presentes em Badajoz, também com outros atletas portugueses.

Depois de uma noite que não foi propriamente tranquila já que acordei várias vezes durante a mesma, desci para tomar o pequeno-almoço na companhia do casal Mota, mais tarde troquei de lugar com a Isabel, a Vitória continuava a dormir…
Por volta das 8h45 saímos do hotel e dirigimo-nos a pé para o local da partida dada a proximidade da mesma, a manhã estava fria apesar de ensolarada.
Já na zona de partida foi tempo de algumas fotos, ir ao controlo e quase sem dar por isso, era chegada a hora da partida, a qual foi dada como previsto às 9h30.

[continua]