Amigos das Palavras

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Prova de Atletismo Mestre de Aviz.

Campo Militar de São Jorge - A 14 de Agosto de 1385, no planalto onde hoje se situa a aldeia de São Jorge, concelho de Porto de Mós, distrito de Leiria, confrontaram-se dois pretendentes ao trono de Portugal: D. João I de Castela e Leão, e D. João I, Mestre de Avis, que fora aclamado Rei de Portugal, quatro meses antes, nas Cortes de Coimbra. O exército castelhano era numérica e militarmente superior ao português. Dom Nuno Álvares Pereira, com o seu pequeno grupo de cavaleiros e peões, implementou um sistema táctico antes e durante o confronto que levou Portugal à vitória.

Mosteiro de Santa Maria da Vitória - Mandado edificar pelo rei D. João I, Mestre de Avis, como agradecimento à Virgem Maria pela vitória na Batalha de Aljubarrota, a sua construção estendeu-se ao longo de dois séculos (de 1386 até cerca de 1517), ao longo do reinado de sete reis de Portugal.
O Mosteiro foi restaurado no Século XIX e nesse restauro sofreu transformações mais ou menos profundas e, num quadro de extinção das ordens religiosas em Portugal, verificou-se a remoção total dos símbolos religiosos, procurando tornar o Mosteiro num símbolo glorioso da Dinastia de Avis e, sobretudo, da sua primeira geração (a dita Ínclita Geração). Data dessa altura a vulgarização do termo Mosteiro da Batalha (celebrando Aljubarrota) em detrimento de Santa Maria da Vitória, numa tentativa de erradicar definitivamente as designações que lembrassem o passado religioso do edifício.
Classificado pela UNESCO como Património da Humanidade desde 2007, o Mosteiro da Batalha (ou Mosteiro de Santa Maria da Vitória) é uma das maiores jóias arquitectónicas Portuguesas.

Com partida no Campo Militar de São Jorge e chegada junto ao Mosteiro da Batalha disputou-se na manhã do passado domingo, integrada nas festas da Batalha que decorreram de 13 a 1 5 de Agosto, mais uma edição da Prova Mestre de Aviz, a qual teve uma distância de 6000 metros e no final 199 atletas classificados na meta, muitos dos quais tinham corrido no Juncal na noite anterior (na 12ª Corrida de São Miguel).
Também a dupla TANDUR (eu e o meu cunhado Vitor Veloso) participámos depois de igualmente termos corrido no Juncal na noite anterior, desta vez fizemos toda a prova juntos e terminámos pela 1ª vez uma prova a 4 já que tivemos connosco as nossas princesas a cortar a meta a qual estava instalada junto ao Mosteiro da Batalha.
Na tarde de domingo visitámos ainda o Mosteiro de Alcobaça onde estão os túmulos de Pedro e Inês.
Estes dois monumentos (Mosteiro de Alcobaça e Mosteiro da Batalha) foram também os escolhidos por mim e pela Isabel como os primeiros que a Vitória visitou (corria então o ano de 2006)…
Foi muito bom voltar agora com a Vitória mais crescida, foi também muito bom o excelente fim-de-semana na companhia dos "Velosos", excelentes também as duas provas em que participámos (Juncal e Batalha).

Já depois da 1ª meta a quatro:

Junto ao túmulo de Inês de Castro (Mosteiro de Alcobaça):


Dados da minha prova:
Distância: 6,0 km
Tempo: 27'03''
Lugar Geral: 120 (199 atletas)
Lugar Escalão (Veterano 45-49): 16 (24)

3 comentários:

Vitor Veloso disse...

Uma bela jornada de provas e lazer, assim dá vontade de repetir, TANDUR não pára!!!!
Primeira meta ultrapassada a 4, foi muito engraçado nem estava a espera, ficara na memória por muito tempo.
Abraço

Mário Lima disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mário Lima disse...

António

Para além da prova realizada, colocaste aqui uma resenha tanto do Campo Militar de S. Jorge, onde D. Nuno Alvares Pereira se fez valer da famosa Ala dos Namorados, jovens imberbes que boa conta deram de si na luta contra os castelhanos, como do Mosteiro de Alcobaça onde os túmulos de Pedro e Inês se encontram de pés um para o outro que é para quando chegar o dia do Juízo Final, eles erguerem-se do túmulo e ficarem face a face, o que significa que o amor suplanta a morte física.

Infelizmente os túmulos encontram-se bastante danificados e isso deve-se aos invasores franceses que tudo destruíam à sua passagem.

No Mosteiro da Batalha, a estátua equestre que representa D. Nuno, o Santo Condestável, tem um erro grave. Tem as duas patas do mesmo lado levantadas, o que é impossível, pois o cavalo conjuga a mão esquerda com a pata direita ou vice/versa. O arquitecto não percebia nada de cavalos (essa estátua era para ficar em Lisboa) e assim para "remendar" tamanho disparate foi colocado um montículo debaixo da pata traseira levantada, como se a mesmo estivesse a passar num "trilho".

:))

Locais com história, é sempre bom ler temas destes.

Abraços e boas férias.