Amigos das Palavras

“…quando ia treinar passava pelas ruas a correr e ninguém podia imaginar o mundo de palavras que levava comigo. Correr é estar absolutamente sozinho. Sei desde o início: na solidão é-me impossível fugir de mim próprio. Logo após as primeiras passadas, levantam-se muros negros à minha volta. Inofensivo o mundo afasta-se. Enquanto corro, fico parado dentro de mim e espero. Fico finalmente à minha mercê. No início, tinha treze anos e corria porque encontrava o silêncio de uma paz que julgava não me pertencer. Não sabia ainda que era apenas o reflexo da minha própria paz. Depois, quando a vida se complicou, era tarde demais para conseguir parar. Correr fazia parte de mim como o meu nome…”

Palavras de José Luís Peixoto in "Cemitério de Pianos"

segunda-feira, 14 de março de 2016

Una manãna muy feliz.


Desde outubro de 2014 que não corria uma maratona e apesar de ter concluído com o meu pior registo na distância, a 21ª está feita.
O objectivo traçado à partida 6min./km pode-se dizer que foi atingido.
Quanto ao que realmente interessa, o prazer de correr, a festa sempre que me cruzei com a Vitória e a Isabel, cortar a meta de mão dada com a Vitória, rever companheiros de corrida..., tornaram a manhã de ontem, radiosa e muito bonita por si, também uma manhã muito feliz.