Amigos das Palavras

“…quando ia treinar passava pelas ruas a correr e ninguém podia imaginar o mundo de palavras que levava comigo. Correr é estar absolutamente sozinho. Sei desde o início: na solidão é-me impossível fugir de mim próprio. Logo após as primeiras passadas, levantam-se muros negros à minha volta. Inofensivo o mundo afasta-se. Enquanto corro, fico parado dentro de mim e espero. Fico finalmente à minha mercê. No início, tinha treze anos e corria porque encontrava o silêncio de uma paz que julgava não me pertencer. Não sabia ainda que era apenas o reflexo da minha própria paz. Depois, quando a vida se complicou, era tarde demais para conseguir parar. Correr fazia parte de mim como o meu nome…”

Palavras de José Luís Peixoto in "Cemitério de Pianos"

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Cada vez menos...

Na continuação da minha cada vez menos frequente participação em provas terminei o ano de 2014 com apenas 17 provas nas quais corri 443,1 quilómetros.
Ainda assim foi um ano em que corri de novo uma distância de 3 dígitos (Millas Romanas de Mérida) e em que corri por 4 vezes a distância da maratona...
Bom mesmo foi o ter cortado a linha de chegada da Eco Maratona de Lisboa naqueles primeiros minutos do dia 22 de Junho (dia em que completei 52 anos) de mão dada com a minha menina de ouro que levava na outra mão uma pequena vela electrónica.
Um bom ano de corridas de 2015 para todos. 


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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A última de 2014...


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