Amigos das Palavras

“…quando ia treinar passava pelas ruas a correr e ninguém podia imaginar o mundo de palavras que levava comigo. Correr é estar absolutamente sozinho. Sei desde o início: na solidão é-me impossível fugir de mim próprio. Logo após as primeiras passadas, levantam-se muros negros à minha volta. Inofensivo o mundo afasta-se. Enquanto corro, fico parado dentro de mim e espero. Fico finalmente à minha mercê. No início, tinha treze anos e corria porque encontrava o silêncio de uma paz que julgava não me pertencer. Não sabia ainda que era apenas o reflexo da minha própria paz. Depois, quando a vida se complicou, era tarde demais para conseguir parar. Correr fazia parte de mim como o meu nome…”

Palavras de José Luís Peixoto in "Cemitério de Pianos"

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Os meus 42,2 km em dia de Maratona de Sevilha.

Na manhã do passado domingo correu-se a maratona de Sevilha, maratona que corri pela primeira vez em 2010...
No regresso em 2011 pela primeira e única vez corri uma maratona abaixo das 3h30' na que foi então a minha 9ª maratona corrida.
Voltei de novo nos três anos seguintes (2012 a 2014) sendo que guardo muitas e boas recordações dessas 5 "excursões" a Sevilha.
Este ano repeti a ausência de há um ano mas saboreei a distância por terrenos perto de casa e numa manhã muito bonita.

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