Amigos das Palavras

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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Escritores de Palmo e Meio.

No âmbito da comemoração do Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor (23/04) e em articulação com a Biblioteca foi-nos apresentado pelo externato que a Vitória frequenta o Projecto "Escritores de Palmo e Meio".
A ideia era a de elaborar uma história de que a Vitória gostasse mas modificando-a, optámos pelo Capuchinho Vermelho e por lhe dar um final algo diferente.
Mais uma excelente proposta que a família acolheu com entusiasmo.

A história do Capuchinho Vermelho recontada pela Vitória e com um final diferente.

Era uma vez uma menina a quem todos chamavam Capuchinho Vermelho pois a menina gostava muito de andar vestida com uma capa com capuz de cor vermelha que a sua avozinha lhe tinha feito.
Certo dia a sua mãe pediu-lhe para ir levar uma cesta com comida à avó que vivia do outro lado do bosque tendo-lhe recomendado para ter cuidado.
Capuchinho Vermelho lá foi, pelo caminho entreteve-se a apanhar flores, distraiu-se e nem reparou que um lobo a estava a seguir.
De repente o lobo apareceu à sua frente e disse-lhe:
-Olá menina, como te chamas e onde vais com essa cesta?
-Chamo-me Capuchinho Vermelho e vou à casa da minha avó que vive do outro lado do bosque levar esta cesta com comida.
O lobo perguntou então à menina se ela queria fazer uma corrida até casa da avó, tendo Capuchinho Vermelho dito que sim, o lobo sugeriu então para cada um ir por um caminho diferente.
O lobo como achava que era muito esperto escolheu o caminho mais curto para chegar antes do Capuchinho Vermelho já com a ideia de ir fazer mal à avozinha.
Lá chegado bateu à porta imitando a voz do Capuchinho Vermelho, a avó desconfiando que era o lobo foi chamar um lenhador que estava nas traseiras da sua casa a cortar lenha para a lareira e combinaram pregar uma partida ao lobo.
O lenhador vestiu uma camisa de noite e uma touca que a avó usava para dormir, pôs os óculos da avó, fecharam as cortinas para o quarto ficar com menos luz e mais facilmente enganar o lobo, a avó escondeu-se depois dentro de um armário tendo-se o lenhador deitado na cama da avó.
Depois o lenhador imitando a voz da avozinha disse ao lobo que podia entrar pois a porta estava aberta.
O lobo entrou e dirigiu-se ao lenhador pensando que era a avozinha que estava deitada na cama logo com intenção de a comer mas assim que o tentou o lenhador puxou do machado que usava para cortar a lenha e que tinha escondido junto de si debaixo dos lençóis da cama.
O lobo percebendo que tinha sido enganado e que corria perigo fugiu cheio de medo porta fora.
Capuchinho Vermelho que estava a chegar junto da porta da casa da sua avozinha vendo o lobo naquela correria só teve tempo para lhe dizer que podia parar de correr que tinham chegado ao seu destino.
Logo depois apareceu o lenhador ainda disfarçado e de seguida a avozinha.
Contaram depois ao Capuchinho Vermelho o que se tinha passado e os três desataram a rir da partida que a avozinha e o lenhador tinham pregado ao lobo.
Vitória, Vitória, acabou-se a história.

2 comentários:

Ricardo Hoffmann disse...

Muito boa, com final feliz e corridas! Coisas da menina de ouro.

Carlos Castro disse...

Parabéns Vitória!
A escrever assim, já és escritora de... dois palmos - e não de palmo e meio!
Continua a escrever!