Amigos das Palavras

Por decisão do autor deste blogue os textos do próprio não seguem o acordo ortográfico de 1990.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

50 (III - Casamento).

SINAL

Quanto amor me tens,
com amor to pago.
Trago-te no dedo,
num anel que trago.

Num anel redondo,
todo de oiro fino,
que é o teu sinal,
que é o meu destino.

Este anel me basta
pra bater-te à porta.
Truz! truz! truz! na rua
como o frio corta!

Como a chuva cai,
como o vento mia!
Mas abriste logo,
que eu é que batia.

(Que outro anel tivera
som que te chamasse?)
Já teu vinho bebo,
pra que o frio me passe;

Já na tua cama
me aconchego e deito;
já te chamo Esposa,
peito contra peito.

Como tudo é simples,
como é tudo imenso!
Ó mistério enorme,
de um anel suspenso!

E eis, na tua mão,
num anel igual,
brilha o teu destino,
luz o meu sinal.


Sebastião da Gama



Ano: 1994
Local: Almada, Margem Sul do Tejo.

Tinham-se conhecido uns anos antes, namorado q.b. e naquela sexta-feira, a última do mês de julho era chegado o dia do casamento…
Alguns familiares e amigos marcaram presença no momento de dizerem o “sim” e no resto do dia no “copo de água”, um dia feliz, muito feliz, para ambos, para o homem era mesmo até então o mais feliz dos dias que tinha vivido.

1 comentário:

Anónimo disse...

Parabéns Amigo,
que a saúde e felicidade vos acompanhem em todas as corridas que hão-de trilhar.
forte abraço
antónio bento