Amigos das Palavras

“…quando ia treinar passava pelas ruas a correr e ninguém podia imaginar o mundo de palavras que levava comigo. Correr é estar absolutamente sozinho. Sei desde o início: na solidão é-me impossível fugir de mim próprio. Logo após as primeiras passadas, levantam-se muros negros à minha volta. Inofensivo o mundo afasta-se. Enquanto corro, fico parado dentro de mim e espero. Fico finalmente à minha mercê. No início, tinha treze anos e corria porque encontrava o silêncio de uma paz que julgava não me pertencer. Não sabia ainda que era apenas o reflexo da minha própria paz. Depois, quando a vida se complicou, era tarde demais para conseguir parar. Correr fazia parte de mim como o meu nome…”

Palavras de José Luís Peixoto in "Cemitério de Pianos"

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

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Sábado à tarde voltei a participar na São Silvestre de Lisboa, neste 2015 prestes a terminar e em que por opção praticamente deixei de participar em provas, esta continua a fazer parte da minha "lista".
Das várias edições da prova já disputadas ao longo dos últimos anos apenas faltei a uma e fui comprovando como cresceu bastante a prova em termos de número de participantes mantendo desde a primeira dessas edições um alto nível organizativo.
Foi bom voltar a correr em Lisboa, a Magnífica, como sempre esta São Silvestre de Lisboa fechou o meu ano de "provas", ou na verdade, de meia dúzia de provas.
Como sempre tive a companhia da Isabel e da Vitória.


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