Amigos das Palavras

“…quando ia treinar passava pelas ruas a correr e ninguém podia imaginar o mundo de palavras que levava comigo. Correr é estar absolutamente sozinho. Sei desde o início: na solidão é-me impossível fugir de mim próprio. Logo após as primeiras passadas, levantam-se muros negros à minha volta. Inofensivo o mundo afasta-se. Enquanto corro, fico parado dentro de mim e espero. Fico finalmente à minha mercê. No início, tinha treze anos e corria porque encontrava o silêncio de uma paz que julgava não me pertencer. Não sabia ainda que era apenas o reflexo da minha própria paz. Depois, quando a vida se complicou, era tarde demais para conseguir parar. Correr fazia parte de mim como o meu nome…”

Palavras de José Luís Peixoto in "Cemitério de Pianos"

domingo, 11 de setembro de 2016

40.


A segunda Meia-Maratona mais antiga do país, também uma das provas mais duras de estrada por cá existentes, teve na tarde de ontem a sua 40ª edição, facto só por si da maior relevância, 40 edições de uma prova é obra.
Para o mestre Fernando Andrade e seus companheiros de jornada de 40 anos de Lampas os meus parabéns e um muito obrigado por esta prova fantástica e carismática como poucas.
É sempre muito bom correr esta Meia-Maratona ou não fosse esta a minha "meia" preferida.

Isabel e eu

Vitória, Leonor, Analice, eu, Adelino, Mestre e Orlando.

A bonita iluminação da igreja.


2 comentários:

Jorge Branco disse...

Uma das mais duras?
Nem pensar com aquele carinho todo até nos levam ao colo!
Rampas? Mas quais rampas! :)
Aquele abraço.

Fernando Andrade. disse...

Muito obrigado por essas "Palavras de Corredor", amigo António e por manteres viva a vontade de voltar às Lampas. Grande abraço.