Não tenhas medo, ouve:
É um poema
Um misto de oração e de feitiço...
Sem qualquer compromisso,
Ouve-o atentamente,
De coração lavado.
Poderás decorá-lo
E rezá-lo
Ao deitar
Ao levantar,
Ou nas restantes horas de tristeza.
Na segura certeza
De que mal não te faz.
E pode acontecer que te dê paz...
Miguel Torga
(São Martinho da Anta, 12 de Agosto de 1907 - Coimbra, 17 de Janeiro de 1995)
Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
Ao Miguel, no seu 4º Aniversário, e contra o Nuclear, Naturalmente
Vais crescendo, meu filho, com a difícil
luz do mundo. Não foi um paraíso,
que não é medida humana, o que para ti
sonhei. Só quis que a terra fosse limpa,
nela pudesses respirar desperto
e aprender que todo homem, todo,
tem direito a sê-lo inteiramente
até ao fim. Terra de sol maduro,
redonda terra de cavalos e maçãs,
terra generosa, agora atormentada
no próprio coração; terra onde teu pai
e tua mãe amaram para que fosses
o pulsar da vida, tornada inferno
vivo onde nos vão encurralando
o medo, a ambição, a estupidez,
se não for demência apenas a razão;
terra inocente, terra atraiçoada,
em que nem sequer é já possível
pousar num rio os olhos de alegria,
e partilhar o pão, ou a palavra;
terra onde o ódio a tanta e tão vil
besta fardada é tudo o que nos resta;
abutres e chacais que do saber fizeram
comércio tão contrário à natureza
que só crimes e crimes e crimes pariam.
Que faremos nós, filho, para que a vida
seja mais que a cegueira e cobardia?
luz do mundo. Não foi um paraíso,
que não é medida humana, o que para ti
sonhei. Só quis que a terra fosse limpa,
nela pudesses respirar desperto
e aprender que todo homem, todo,
tem direito a sê-lo inteiramente
até ao fim. Terra de sol maduro,
redonda terra de cavalos e maçãs,
terra generosa, agora atormentada
no próprio coração; terra onde teu pai
e tua mãe amaram para que fosses
o pulsar da vida, tornada inferno
vivo onde nos vão encurralando
o medo, a ambição, a estupidez,
se não for demência apenas a razão;
terra inocente, terra atraiçoada,
em que nem sequer é já possível
pousar num rio os olhos de alegria,
e partilhar o pão, ou a palavra;
terra onde o ódio a tanta e tão vil
besta fardada é tudo o que nos resta;
abutres e chacais que do saber fizeram
comércio tão contrário à natureza
que só crimes e crimes e crimes pariam.
Que faremos nós, filho, para que a vida
seja mais que a cegueira e cobardia?
Eugénio de Andrade
(Fundão, 19 de Janeiro de 1923 - Porto, 13 de Junho de 2005)
Nota) Palavras do poeta Eugénio de Andrade, palavras muito actuais neste Portugal de...2008.
Post dedicado à Vitória, no seu 4º Aniversário, e contra o Nuclear, Naturalmente.
Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
As minhas provas em 2008 (1º semestre).
Durante o 1º semestre de 2008 participei nas 15 provas que constam no quadro abaixo, participei também na Corrida Terry Fox (prova não competitiva).
Domingo, 27 de Julho de 2008
A Princesa já tem 4 anos.

A nossa "menina de ouro" fez 4 anos na passada sexta-feira, dia 25 de Julho de 2008.
4 anos em que eu e a Isabel nos sentimos abençoados por termos a Vitória, 4 anos que passaram a "correr" e que foram os melhores anos da minha vida.
Foi mais um dia muito feliz o da passada sexta-feira, aproveitei e nesse dia fui também à praia com os meninos do infantário da Vitória, à hora de almoço já no infantário ajudei-a a comer e fiquei um pouco junto dela antes de ela dormir a sesta, almocei depois com a Isabel, voltei de novo ao infantário e depois dos meninos acordarem estive de novo com a Vitória e os seus pequenos companheiros (na sala e depois enquanto eles lanchavam).
Já mais ao fim da tarde como estava combinado tivemos um lanche-convívio muito agradável entre os pais e os meninos da sala da Vitória, também com a presença da avó Aida (a avó Balbina está hospitalizada e por isso não esteve presente), dos tios Ana e Manuel, dos avós "adoptivos" Lurdes e Joaquim e de muitas das "queridas" funcionárias do infantário da Vitória e também colegas da mamã, lanche-convívio durante o qual cantámos os parabéns à Vitória Filipa, ela retribuiu cantando:
Obrigado amiguinhos
do fundo do coração
por me terem cantado
esta linda canção.
Terça-feira, 22 de Julho de 2008
RAIZ.
Tanto dissemos tu e eu, tanta palavra!...
E os enganos, as lutas, as promessas...
Como tudo vai longe! Como tudo foi útil e preciso!
Olha, vem à janela...Lá em baixo, no largo,
brincam, junto da fonte, os moços e as meninas.
Alegres todos, riem. Nem reparam
como é triste uma fonte que não corre.
O que hão-de eles saber?! Têm cinco, seis anos...
§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§Da janela,
vemo-los bem. Vem à janela olhá-los,
felizes como nós...
Sebastião da Gama
(Vila Nogueira de Azeitão, 10 de Abril de 1924 - Lisboa, 7 de Fevereiro de 1952)
Nota) Palavras daquele que ficou conhecido como "Poeta da Arrábida", poema incluído no livro "Pelo Sonho é Que Vamos", livro publicado quase dois anos após a morte do poeta.
E os enganos, as lutas, as promessas...
Como tudo vai longe! Como tudo foi útil e preciso!
Olha, vem à janela...Lá em baixo, no largo,
brincam, junto da fonte, os moços e as meninas.
Alegres todos, riem. Nem reparam
como é triste uma fonte que não corre.
O que hão-de eles saber?! Têm cinco, seis anos...
§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§§Da janela,
vemo-los bem. Vem à janela olhá-los,
felizes como nós...
Sebastião da Gama
(Vila Nogueira de Azeitão, 10 de Abril de 1924 - Lisboa, 7 de Fevereiro de 1952)
Nota) Palavras daquele que ficou conhecido como "Poeta da Arrábida", poema incluído no livro "Pelo Sonho é Que Vamos", livro publicado quase dois anos após a morte do poeta.
Segunda-feira, 14 de Julho de 2008
Post 100º.
Este é o 100º post destas "palavras de corredor", palavras de um homem que gosta de correr, palavras que hoje cedem o seu lugar às "palavras de pai", palavras de um homem feliz pelo modo como correu este 1º ano da Vitória na creche.
Se os anos que passaram desde que nasceu a Vitória foram os mais felizes da minha vida, o último igualmente feliz foi o mais surpreendente, o mais gratificante, o melhor de todos.
Para a minha menina de ouro e para a minha querida Isabel, as duas pessoas mais importantes da minha vida e sem as quais nada faria sentido, é dedicado o meu post de hoje.
Quinta-feira, 10 de Julho de 2008
Números da Corrida 510 Anos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Distância da Prova: 8 km.
Total de 736 atletas classificados na meta, 643 do sexo masculino (87,36% do número total) e 93 do sexo feminino (12,64% do número total).




Fonte: Classificações da corrida no site da Revista Atletismo.
Total de 736 atletas classificados na meta, 643 do sexo masculino (87,36% do número total) e 93 do sexo feminino (12,64% do número total).




Fonte: Classificações da corrida no site da Revista Atletismo.
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