Amigos das Palavras

Por decisão do autor deste blogue os textos do próprio não seguem o acordo ortográfico de 1990.



domingo, 12 de junho de 2011

5ª Ultra-Maratona Caminhos do Tejo.


A "Associação Desportiva O Mundo da Corrida" organizou mais uma vez a corrida com maior distância de todas aquelas que por cá se realizam, a "Ultra-Maratona Caminhos do Tejo", na distância de 146 quilómetros seguindo os caminhos de peregrinação desde o Parque das Nações em Lisboa até ao Santuário de Fátima.
Foi a 5ª edição (a 2ª vez com cariz competitivo) de uma prova que tem uma história muito particular, muito resumidamente direi que no 1º ano ninguém chegou a Fátima, já no ano seguinte foram 2 os que o conseguiram, no 3º ano foram sete, no quarto foram 11 e este ano foram 16, alguns repetiram o caminho...
Dos 25 que partiram este ano chegaram como disse 16, eu fui um dos que partiu, também um dos que não chegaram...
Apesar disso sinto-me feliz pelos 102 quilómetros que percorri durante as 14h25' que demorei a chegar a Santos e que resultaram numa das melhores experiências da minha vida.
Em 2012 quero fazer o caminho por inteiro...

Do Parque das Nações em Lisboa a Vila Franca de Xira (31 km):
Sexta-feira, dia 3 de junho de 2011, pouco depois das 22 horas, partida dada, poucos metros corridos e o último lugar era meu, nada que me surpreendesse dada a qualidade dos atletas presentes.
Após uma fase inicial percorrida em alcatrão entrámos nos trilhos, quase de imediato encostei a duas atletas (Helena Estevens e Ceú Carvalheiro), as quais pouco depois cederam-me passagem, passei-as e pouco depois cheguei junto da Analice.
Com o passar dos quilómetros acabámos por formar um quarteto, por perto íamos tendo a companhia de alguns dos homens da BTT que tiveram todos eles um papel crucial no sucesso que foram estes Caminhos do Tejo 2011.
Com pouco mais de 10 quilómetros e numa fase em que seguia com a Analice no fecho do pelotão passámos por uma zona onde estava um grupo numeroso de pessoas, o amigo "pára" Joaquim Adelino de máquina na mão ia tirando fotos, aproximei-me dele que encadeado pelo meu frontal não percebeu logo à primeira que era eu mesmo, um forte abraço e seguimos no encalço da Ceú e da Helena que nos ganharam então algum avanço, com isso fui-me aos poucos distanciando da Analice e durante algum tempo deixei de ter companhia por perto, mais tarde cheguei junto da Ceú e da Helena e segui junto delas.
Na passagem por Alhandra apanhámos um atleta (Paulo Abrantes) que praticamente ia a passo pelo que rapidamente o deixámos para trás, pouco depois a Analice tornou-nos a fazer companhia.
Já na zona do passeio ribeirinho que nos levou até Vila Franca de Xira fomos surpreendidos pela presença do Jorge Serrazina que tinha-se "perdido" ainda na fase inicial e não mais recuperou, seguimos todos juntos e pouco depois chegámos ao 1º ponto de abastecimento situado junto da Praça de Touros de Vila Franca de Xira.
Comi e bebi mas logo ali senti que algo não estava bem...

De Vila Franca de Xira a Vila Nova de Rainha (13 km):
Saí para a 2ª etapa na companhia das 3 senhoras, o companheiro da BTT Luis Góis seguiu também connosco, foi uma etapa quase sempre corrida em grupo, a Ceú por vezes adiantava-se, a Analice por vezes atrasava-se, quase sempre no meio eu e a Helena íamos fazendo a ponte, no final da etapa acabámos por chegar todos juntos a Vila Nova da Rainha.
Durante esta etapa tentei beber do meu isotónico mas senti que o mesmo não me estava a cair bem pelo que passei a beber apenas água.
Gostei bastante desta etapa a qual nos levou até Vila Nova de Rainha onde eu sabia que estaria a Isabel (a colaborar na organização) no 1º dos dois abastecimentos em que estaria (o outro seria em Santos aos 102 km), Isabel que logo assim que eu cheguei percebeu que algo não estava bem.
Tentei comer mas não consegui de todo, sentia-me bastante enjoado, ponderei não continuar, senti-me desiludido pois nunca me tinha passado pela cabeça que ficaria pelos 44 quilómetros, as minhas companheiras dos últimos quilómetros insistiram para que continuasse mas com muita pena minha achei que ficaria por ali.
Aos poucos fui vendo partir os companheiros que tinham chegado antes de nós, depois também a Analice, pouco depois a Ceú e a Helena, retomaram também elas a prova, na zona de abastecimento ficaram então os homens da BTT, o companheiro que tínhamos passado em Alhandra (Paulo Abrantes) e que entretanto também ali tinha chegado, eu mesmo, a Isabel, a Cátia...
Passado mais algum tempo e sem que sentisse melhoras resolvi ainda assim continuar, despedi-me da Isabel e abandonei a zona de abastecimento, quase de imediato recomecei a correr...
[continua]

1 comentário:

Mário Lima disse...

António

Estou a ler a tua 'peregrinação' e pensar que mesmo aos 44 km, sentindo-te mal ainda foste até aos 102...

Vou contiuar a leitura!

Abraços!