segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Escapadinha ao Alentejo.

Aproveitando o feriado do passado dia 5 de Outubro demos uma "escapadinha" ao Alentejo. Ficámos alojados no Hotel Convento D' Alter (em Alter do Chão), um antigo convento Franciscano do Século XVI.
Durante o dia de sábado visitámos Castelo de Vide (localmente chamada de "Sintra" do Alentejo), Marvão (onde decorria o 2º Festival Islâmico) e, Portalegre.
Domingo levantei-me cedo e corri durante 1h15 pelos arredores de Alter do Chão (em Alter Pedroso, aldeia situada a cerca de 3 quilómetros e cuja origem remonta à Idade do Ferro, desfrutei de uma vista soberba sobre a planície e sobre Alter do Chão). Durante o dia visitámos a Coudelaria Alter-Real.

ALTER DO CHÃO

CASTELO DE VIDE

MARVÃO

COUDELARIA ALTER-REAL Tudo sobre a Coudelaria Alter-Real aqui.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

8ª Meia-Maratona de Portugal.

No passado domingo, dia 16 de Setembro, participei na 8ª Meia-Maratona de Portugal, prova com início no tabuleiro da ponte Vasco da Gama.
Simultaneamente decorreu a Mini-Maratona, prova não competitiva com aproximadamente 8 quilómetros de extensão.
Também na manhã do passado domingo decorreu o 14º Passeio Avós e Netos, no qual a Vitória e a avó Aida participaram, a mamã Isabel acompanhou-as e tirou as fotos. Este passeio teve início na porta Norte do Parque das Nações e terminou junto ao Pavilhão de Portugal, local de chegada das várias provas disputadas.
Esta Meia-Maratona de Portugal tem um significado especial para mim por ter marcado o meu "renascer" para a corrida faz agora cinco anos.
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Foi com o objectivo de participar na "mini" da meia-maratona de Portugal, que no ano de 2002, voltei a correr com alguma assiduidade.
Nas 3 semanas anteriores à prova, na companhia da Isabel, ao fim da tarde, depois do dia de trabalho, íamos correr para o terreno que fica perto da nossa casa.
Chegámos ao dia da prova, que nesse ano decorreu no dia 29 de Setembro, com a preparação possível, suficiente contudo para nos ter permitido realizar o percurso a correr. Nos dias que se seguiram continuámos a correr…
Um ano mais tarde voltaríamos à ponte Vasco da Gama, a Isabel participou de novo na "mini" na companhia de alguns familiares e amigos, eu corri pela primeira vez a meia-maratona de Portugal, a qual terminei com o tempo de 1hora43minutos25segundos.
Meia-Maratona de Portugal que seria a última prova em que participei no ano de 2003.
Mas não mais deixaria de correr...
Voltando à prova do passado domingo, após a breve e rápida viagem desde a nossa casa em Corroios chegámos ao Parque das Nações ainda não eram oito e meia da manhã, depois de ter deixado ficar a Vitória, a Isabel e a avó Aida no local de partida do "Passeio Avós e Netos", estacionei o carro e, dirigi-me para a zona de onde saiam os autocarros que levavam os participantes para cima do tabuleiro da ponte.
Começou a chover quando o autocarro em que eu seguia já tinha acabado de percorrer todo o tabuleiro da ponte. De repente nem queria acreditar do que me acabava de lembrar, …tinha-me esquecido do chip!
Quando saímos do autocarro, já tinha parado de chover e, timidamente o Sol começava a fazer-se sentir.
Os meus pensamentos continuavam concentrados no chip. Como é que me fui esquecer do chip?
Entretanto cheguei à zona de partida onde constatei a impossibilidade de realizar o aquecimento face ao espaço disponível manifestamente insuficiente.
Já passava das dez horas da manhã e, aos poucos o Sol perdia a timidez.
Na minha cabeça continuava a soar:
- Como é que me fui esquecer do chip?
- Como é que me fui esquecer do chip?
Perto da hora de partida o Sol agora já afoito ameaçava dificuldades não esperadas até pouco tempo atrás.

A partida da 8ª Meia-Maratona de Portugal deu-se à hora prevista (dez e meia da manhã). Também os milhares de participantes na mini maratona começaram a essa hora, uns a correr, outros a andar, o percurso até ao Parque das Nações.
Eu parti calmamente, passei aos cinco quilómetros com 28 minutos de corrida, pouco depois já no IC2 na zona do primeiro abastecimento bebi alguns goles de água e, continuei a correr num ritmo que permitia-me correr com bastante facilidade, os quilómetros iam-se sucedendo, entretanto em sentido contrário começaram a passar alguns atletas da prova de deficientes motores em cadeiras de rodas (ouviram-se palmas), coloquei-me estrategicamente mais à direita, quase de imediato vi os batedores da policia e o carro do director da corrida (professor Mário Machado) e, logo depois um grupo de atletas (todos Africanos) que iam no comando da prova (tornaram-se a ouvir palmas), pouco depois começaram a passar a espaços outros atletas...reconheci muitos deles…enquanto continuei a correr também os ia aplaudindo.
Depois começou a diminuir o espaço entre os atletas até começarem a passar quase em pelotão compacto mas muito alongado.
Passei por mais uma zona de abastecimento, sem sentir necessidade de beber água continuei a correr, cheguei à placa que indicava o 10º quilómetro e, olhei para os 56 minutos que o relógio ai colocado marcava (o meu marcava um pouco menos), quase de imediato estava no ponto de viragem, tinha corrido os primeiros 10 quilómetros com muita facilidade (muito graças ao ritmo baixo da minha corrida), decidi então aumentar ligeiramente o ritmo e, quando passei ao 11º quilómetro ia já num ritmo a rondar os 5 minutos/quilómetro, o qual mantive nos quilómetros seguintes, esse ritmo um pouco mais rápido do que o anterior permitiu-me continuar a correr com bastante à vontade e, também ultrapassar mais frequentemente outros participantes.
Passei ao 15º quilómetro com 1hora e 20minutos de corrida, tempo indicado no relógio existente no local, no lado direito centenas de participantes da "mini" caminhavam ainda em direcção à zona de chegada.
Eu também continuei a correr e a sentir-me muito bem, fui passando muitos atletas que já seguiam com alguma dificuldade, depois de passar o 16º quilómetro achei que estavam mais pessoas a assistir, também comecei a ver muitos dos participantes que já tinham concluído a "mini", passei depois em mais uma zona de abastecimento (localizada por baixo da Gare do Oriente) onde aproveitei para beber mais alguns goles de água, foi nessa zona que achei que os aplausos foram mais intensos.
Faltavam poucos quilómetros para terminar a prova, eu continuei a correr sempre com muita gente por perto e, cheguei ao 19º quilómetro sem sentir qualquer dificuldade, mesmo sem aumentar o ritmo com que tinha vindo nos últimos quilómetros ultrapassava quase constantemente outros participantes, quando passei pela placa do 20º quilómetro aumentei então finalmente o ritmo e, só o empedrado já no interior do Parque das Nações me fez retrair de fazer, naquela longa recta final, um "sprint" ainda mais forte do que aquele com que terminei a 8ª Meia-Maratona de Portugal.
O relógio da prova marcava 1hora 51minutos e alguns segundos (1hora51minutos20segundos foi o tempo registado por mim).
Mesmo não constado na classificação esta foi uma prova que eu gostei bastante de fazer e, das três "meias" que eu já corri este ano aquela em que senti menos dificuldade.
Pouco depois reencontrei a Isabel e a Vitória, esta estava impaciente para me mostrar a pintura que tinha na cara, uma bonita flor. A avó Aida estava ainda na zona de chegada a ver se me via chegar...
Tirámos depois mais algumas fotos e, regressámos de seguida a casa.

Termino referindo, em minha opinião, os aspectos negativos desta 8ª Meia-Maratona de Portugal, que foram, a inexistência de condições que permitissem o adequado e necessário aquecimento a quem corre a prova da meia maratona, a inexistência de qualquer tipo de animação ao longo de todo o percurso e, o reduzido público ao longo do mesmo percurso (inexistente por motivos óbvios em grande parte do mesmo, tabuleiro da ponte e IC2).
Como aspectos francamente positivos, refira-se a disputa da prova para deficientes motores em cadeiras de rodas, a separação das partidas das provas da "meia" e da "mini" (se bem que existiam muitos "infiltrados" na zona de partida da meia maratona), um percurso bastante fácil e, o número bastante significativo, embora o mais baixo dos últimos 4 anos, de participantes na prova da meia maratona (2040 atletas classificados na meta).

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

31ª Meia-Maratona São João das Lampas.

Chegámos cedo a São João das Lampas, bonita e acolhedora terra do concelho de Sintra, onde no passado sábado, dia 8 de Setembro, participei na 31ª Meia-Maratona de São João das Lampas, a segunda mais antiga do país na distância, prova afamada pela dureza do seu percurso e por isso apelidada de Meia de São João das "Rampas".
Decidi a meio da semana correr esta prova…
Após levantar o meu dorsal, tempo para apreciar a exposição referente a edições passadas desta meia maratona.
Também apreciei bastante a revista da prova, gostei em particular de alguns relatos de quem correu esta "meia" em edições passadas.
Excelente ambiente festivo na terra, diversificada e bastante boa a animação do local de partida e chegada (a música, o malabarista, os saltos dos pára-quedistas, os tambores, a banda, a marcha…).
Bastante simpático a existência no local de um bonito insuflável para os mais pequenos, diversão sempre tão do seu agrado (a Vitória fartou-se de pular).
De salientar a justa e merecida homenagem que a organização desta prova decidiu fazer a dois atletas de verdadeira eleição, Carlos Capítulo (a título póstumo) e Lucília Soares, ambos vencedores em São João das Lampas por seis vezes (ambos com 4 vitórias em anos consecutivos).
Lucília Soares que mais uma vez alinhou à partida da prova deste ano classificando-se em 3º da geral feminina (1ª veterana).
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A partida deu-se à hora prevista (17 horas) e após uma voltinha por algumas ruas de São João das Lampas, passámos de novo na zona de partida, para receber os aplausos do público, como dizia o speaker de serviço, público que não se fez rogado e aplaudiu com entusiasmo os atletas.
De referir que em simultâneo com a prova da "meia" decorreu a 4ª Mini Maratona, prova não competitiva com uma extensão de 5,5km.
Depois dessa fase inicial da corrida em clima de euforia e, após a saída de São João das Lampas seguiu-se uma longa descida, uma vista deslumbrante de campos que se estendiam a parecer não ter fim, campos que pareciam beijados suavemente por um Sol envergonhado e acariciados por uma brisazinha de fim de tarde.
Um fim de tarde que para mim estava a ser perfeito.
Perdido em contemplações chego à zona do primeiro abastecimento (ao longo do percurso existiram quatro abastecimentos com indicação prévia dos mesmos).
Após a descida, o inevitável, uma longa subida, também aqui uma vista esplêndida. Nesta fase seguia junto a um grupo de atletas que iam num ritmo idêntico ao meu.
Veio depois uma parte do percurso plano em que passámos por mais algumas terras, numa delas dois rapazinhos à beira da estrada de mãos estendidas à espera para bater nas mãos dos atletas.
Pouco depois outra imagem que também me ficou na retina, a do bebé que no seu carrinho de passeio assistia impávido e sereno à nossa passagem.
Ao longo do percurso sempre muitas pessoas na rua, à porta das suas casas, em grupos, sentados em muros em amena cavaqueira,…sempre muitos aplausos, sempre muitos incentivos ("até para o ano se Deus quiser" e "força, já falta pouco" são os que mais retive).
Muitos chuveiros ao longo do percurso disponibilizados pelas pessoas das terras, percurso certificado pela CNEC desde o ano de 1993, percurso que estava bem sinalizado e com os quilómetros marcados.
Na passagem por São João das Lampas, sensivelmente ao quilómetro 13, vejo a Isabel que me tira algumas fotos e que me diz que a Vitória está a brincar no coreto, olho para lá, chamo-a e, digo-lhe adeus.
Saio de São João das Lampas quando já chega à meta o vencedor desta meia-maratona, Peter Korir, atleta do Quénia, com o tempo "record" da prova de 1h05m01s, em femininos venceria Flora Kandie, também atleta do Quénia, também em tempo "record" de 1h15m23s.
No último terço da prova corri quase sempre só, fui sendo ultrapassado aos poucos por alguns atletas, senti alguma dificuldade a partir do 16º quilómetro, dificuldade que depois foi diminuindo com o aproximar da meta, onde cheguei ao fim de 1h49m16s de corrida.
Logo depois de cortar a meta recebi o beijo da Vitória.
O fim de tarde continuava, para mim, a ser perfeito…felizmente que há dias assim!
De seguida recebi uma medalha das mãos de uma simpática jovem, recebi também um saco que depois outros jovens igualmente simpáticos (elementos da marcha) iam enchendo com algumas lembranças.
O reencontro com a Isabel dá-se pouco depois, tempo para recuperar algum fôlego e, logo depois, mais umas corridinhas, agora com a Vitória (na tenda da Sportzone e no coreto).
Mais tarde, já de regresso ao carro, tivemos o prazer de conhecer pessoalmente a simpática Ana Pereira (A Maria Sem Frio Nem Casa).
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Concluíram a prova da meia-maratona 254 atletas, 235 masculinos (92.58%) e 19 femininos (7.48%), atletas que foram "brindados" pela organização com treze (13) escalões classificativos (9 masculinos e 4 femininos).
Eu terminei no lugar 206 da geral e, no meu escalão (M45) em 40º, escalão no qual terminaram a prova 44 atletas.
Dos referidos 254 atletas que concluíram a prova houve 183 atletas (72.05%) que o fizeram até ao tempo de 1h45m de corrida, número elucidativo do bom nível geral competitivo atingido nesta exigente e belíssima prova.
Termino com uma referência às 3752 fotos em http://www.ammamagazine.com/ referentes a esta 31ª Meia-Maratona de São João das Lampas, fotos tiradas pelos colaboradores da "Atletismo Magazine Modalidades Amadoras".
Para o ano que vem há mais.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Passeio pelo Minho.

NO MINHO
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Casitas brancas do Minho
Onde guardam os tesouros,
As fadas d'olhos azuis
E lindos cabelos loiros.
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Filtros de beijos em flor,
Corações de namoradas.
Nas casas brancas do Minho
Guardam ciosas as fadas.
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(poesia de Florbela Espanca)
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31.07.2007 - Durante 7 dias realizámos um passeio pela lindíssima e verdejante região Minhota.
Por coincidência começámos no mesmo dia em que no ano de 2003 também partimos para o passeio de 10 dias pela região da Beira Interior durante o qual visitámos as “aldeias históricas”.
Os mesmos 4 viajantes de há quatro anos tiveram este ano a companhia da Vitória, para a qual este passeio serviu de “baptismo” neste tipo de férias.
No primeiro dia deste passeio, ainda em Corroios, corri durante 45 minutos.
Saímos em direcção ao Norte já a meio da manhã, a Vitória fez uma boa “sesta” pelo caminho.
Almoçámos no Porto, tudo ainda demasiadamente familiar…
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“Vai fazer cinco anos que pela última vez eu e a Isabel tínhamos estado no Porto.
Também íamos visitar a região do Minho e a paragem na Invicta era o fechar de um ciclo, que começou por ser de grande esperança, viria mais tarde a dor, a desilusão de cada tentativa falhada, o sabor a sal, a revolta, o isolamento…
O amor que nos une fortaleceu-se como nunca durante esse período…corríamos atrás do sonho, do impossível, …quase só nós acreditávamos…e, tu sempre mais do que eu…porque, sabes querida, eu nunca tinha acreditado em milagres.”


Após o almoço saímos em direcção ao Alto Minho…
Ficámos alojados no lugar de Parada, aldeia do Lindoso (onde existe um castelo), a poucos quilómetros de Espanha.
Nesse primeiro dia ainda visitámos a aldeia do Soajo, sede de concelho até ao ano de 1852, aldeia famosa pela sua eira comunitária constituída por 24 espigueiros (o mais antigo datado de 1782). Assentes num afloramento de granito, cada espigueiro é inteiramente de pedra com excepção da porta que é em madeira.
A caminho do jantar, tempo ainda para uma breve paragem junto à albufeira da barragem do Alto Lindoso, barragem com 110 metros de altura (uma das mais altas construções de Portugal) e, uma central subterrânea situada a 340 metros de profundidade, barragem que faz parte do conjunto hidroeléctrico Alto Lindoso - Touvedo.
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01.08.2007 - A primeira paragem do dia foi nas termas de Caldelas, concelho de Amares.
Já no interior no parque da Peneda-Gerês, parámos na zona da albufeira da Caniçada, seguiu-se o Santuário de São Bento da Porta Aberta (a Vitória adormeceu e fiquei no carro com ela...período durante o qual caiu uma forte chuvada), santuário construído em honra ao antigo bispo e fundador da ordem beneditina.
Depois do almoço seguimos pelo Campo do Gerês (onde se encontra o Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas, a antiga aldeia comunitária submersa pela água da barragem). Junto à referida barragem de Vilarinho das Furnas, mesmo com chuva, tirámos algumas fotos.
A paragem seguinte foi nas Caldas do Gerês, localidade voltada para o turismo, nela se situam as termas do Gerês e, o muito bonito parque das termas.
Subimos depois à Pedra Bela, do local tem-se uma vista deslumbrante sobre os arredores.
As horas tinham passado mais depressa do que era desejado pelo que tomámos a direcção da Portela do Homem, passando por toda a Mata da Albergaria (zona de reserva com acesso condicionado e em que é proibido parar os carros), local verdíssimo.
Voltámos ao lugar de Parada (Lindoso) por Espanha.
Depois do jantar fomos assistir a um espectáculo circense que andava em actuações pela zona.

02.08.2007 – O dia começou da melhor maneira, levantei-me bastante cedo e corri durante 50 minutos.
Ontem ficou combinado que hoje visitaríamos o Bom Jesus de Braga, o Santuário do Sameiro e, a cidade de Braga.
Enquanto corria, como tantas vezes acontece, correu também o pensamento...

"Na semana entre o Natal e o final do ano de 2001, fomos a uma consulta ao Porto, após várias tentativas, tínhamos que saber “olhos nos olhos” se valia a pena continuar…
Nesse dia não regressámos a casa, tínhamos planeado visitar Guimarães e Braga.
No dia seguinte, visitámos o Bom Jesus de Braga, o Santuário do Sameiro e, a cidade de Braga. Nesse dia muito frio, em que estivemos quase sempre sós (quer no Bom Jesus, quer no Sameiro), a esperança que se renovava…a certeza...mais uma vez tentaríamos...”

Primeira visita do dia, o Santuário do Bom Jesus do Monte ou Santuário do Bom Jesus de Braga, localizado em Tenões, freguesia dos arredores de Braga.
Bom Jesus de Braga, local religioso e turístico e uma das maiores atracções da cidade, possui uma igreja, uma mata, um elevador hidráulico centenário e alguns hotéis.
Passámos toda a manhã no local.
Em Outubro decorrerá aqui a primeira das três provas daquele que será o 1º campeonato de corrida em escadas – escadórios, competição organizada pela Confraria Trotamontes (as outras duas provas terão lugar em Lamego e Viana do Castelo).
Depois do almoço visitámos o Santuário do Sameiro.
Já na cidade de Braga, enquanto fiquei no carro com a Vitória que entretanto adormecera, a Isabel, a minha irmã e meu cunhado visitaram a Sé Catedral (ex-líbris da cidade) e o Antigo Paço Arquiepiscopal Bracarense.
Já passava das seis e meia da tarde quando iniciámos o regresso ao nosso local de alojamento.

03.08.2007 – Dia reservado à diversão, fomos à “Bracalândia”, o parque de diversões que funciona em Braga há já 17 anos mas que está previsto encerrar em Setembro do corrente ano, como igualmente previsto está reabrir uma nova Bracalândia em Penafiel na primavera de 2009.
Parque em que mediante o pagamento do bilhete de entrada, válido para um dia, concede o direito de utilização ilimitada dos vários divertimentos existentes (exceptuando auto-choque para adultos).
De entre os muitos divertimentos existentes no parque, nós os cinco andámos no comboio panorâmico que percorre todo o parque, andámos nos elefantes voadores e nos aviões, a Vitória andou também com uma menina nos aviões só para os mais pequenos, assistimos aos espectáculos dos piratas e dos palhaços, visitámos o refúgio do barba ruiva, a Vitória andou uma voltinha no "space train" e, andou nas "chávenas loucas".
Mas o que a Vitória adorou mesmo foi a mina encantada com os seus anões (fizemos 2 descidas à mesma), a "bracalândia-dakar" (andou de certeza em todos os carros e mais do que uma vez) e, a descida do rio bravo (foi duas vezes com os papás e duas vezes com os tios).
A Vitória também achou muita piada ao chuveiro existente no recinto, chuveiro muito apreciado por todos nós em dia bastante quente.
Saímos do parque por volta das seis da tarde e todos gostámos bastante do dia que lá passámos.
Assim que começámos a andar de carro, a Vitória adormeceu e só acordou já muito depois de nós termos acabado de jantar.

04.08.2007 - Mais um dia em que comecei a fazer algo de que gosto mesmo muito…correr.
Saí de Parada e tomei a EN203 em direcção a Espanha correndo até chegar ao Lindoso e avistar o seu castelo, foram quase 45 minutos de corrida com o terreno bastante “inclinado”, à volta e com o terreno a “descer” demorei menos 8 minutos, para um tempo total de corrida a rondar a 1h22m.
Nesta ida e volta ao Lindoso cruzei-me com alguns habitantes dos locais por onde passei…cumprimentei com um “bom-dia” cada um deles…na certeza da retribuição do cumprimento.
Durante o dia visitámos as bonitas vilas de Ponte da Barca, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez.
Começámos por Ponte da Barca, assim chamada devido à “barca” que fazia a ligação entre as duas margens do Rio Lima. Esta travessia seria bastante utilizada por peregrinos a caminho de Santiago de Compostela.
Seguimos depois para aquela que é a vila mais antiga de Portugal, Ponte de Lima, também o rio presente e unindo as duas margens dos mesmo a ponte medieval com os seus quinze arcos ogivais, a qual terá dado o nome à terra.
Terminámos o dia visitando Arcos de Valdevez, vila atravessada pelo Rio Vez.
Reza a tradição que em Arcos de Valdevez terá acontecido o confronto (grande batalha ou simples torneio entre cavaleiros?) entre as tropas de Afonso VII de Leão e de D. Afonso Henriques.

05.08.2007 - Passámos este dia, domingo, só nós os três (a Vitória, a Isabel e eu), a minha irmã e o meu cunhado foram como estava planeado a um casamento.
Dia aproveitado para retemperar forças após os últimos dias, de manhã aproveitámos para fazer um passeio a pé pelos arredores.
À tarde, depois da sesta da Vitória, enchemos de água a piscina que tínhamos levado e, a Vitória passou lá um bom bocado e gostou bastante.
Durante todo o dia ouviu-se música de lugares próximos que estavam em festa, de vez em quando também foguetes.

06.08.2007 - Dia de regresso mas aproveitado ainda para visitar Viana do Castelo e o seu centro histórico.
No alto do monte visitámos a basílica de Santa Luzia, ex-líbris da cidade de Viana.
Subimos ao zimbório e desfrutámos de uma vista deslumbrante sobre o estuário do rio Lima, a cidade e o mar.

“Em 2002 a concluir os breves dias em que visitámos a zona do Gerês, também estivemos em Viana do Castelo. No monte de Santa Luzia tirámos a última das fotos referente a esse passeio.
Nesse último dia de passeio (também de férias), já de regresso a casa, passámos pelo Porto, um semáforo vermelho fez-nos parar exactamente à porta do consultório que
durante os últimos anos tinha sido sinónimo de esperança. O regresso ao trabalho após essas férias foi penoso, demasiado penoso…
É por essa altura que surgiu a corrida de novo na minha vida…e, a Isabel correu ao meu lado…como sempre…até ao Parque das Nações em Setembro de 2002…também eu, corri ao seu lado…como sempre… até à noite de 25 de Julho de 2004.”

terça-feira, 31 de julho de 2007

A Vitória já tem 3 anos.

Dia 25 de Julho fez 3 anos que nasceu a Vitória Filipa.
Foram os melhores anos da minha vida e passaram a “correr”…o nosso “bebé de ouro” já não é bebé mas grande como os meninos, como ela mesmo diz.
Nesse dia a Vitória surpreendeu-nos revelando-se uma anfitriã esmerada recebendo com a mamã cada um dos convidados que tocavam à campainha, mostrou apreciar bastante a sua festa de aniversário e de ter gostado muito de todos os presentes que recebeu.
Mais uma vez o seu bolo de aniversário foi feito pela avó mimi (avó Balbina).

domingo, 8 de julho de 2007

28ª Corrida das Fogueiras.

Na passada Sexta-feira e depois do dia passado no “Meu 1º Festival” seguimos para Peniche onde na noite de sábado, 30 de Junho, participei na “28ª Corridas das Fogueiras”, não sem antes passarmos por Lisboa para ir buscar a nossa amiga Graça, que nos acompanhou neste fim-de-semana em que tentámos aliar o útil ao agradável (acho que conseguimos).
A Vitória que adormecera assim que saímos de Oeiras fez quase a viagem toda a dormir acordando já perto de Peniche e vendo a Graça fez um ar de espanto.
Chegámos aos apartamentos onde ficámos alojados já a noite tinha caído, localizados nas imediações da praia da Consolação, praia recomendada para pessoas com problemas ósseos devido aos altos índices de iodo da mesma.
Depois de fazermos o check-in e nos instalarmos no apartamento (já bem depois das dez da noite), resolvemos fazer uma refeição com o lanche que a mãe da Graça tinha preparado (broa de milho e centeio, queijo de ovelha, iogurtes e cerejas).
Chegava ao fim um dia muito cansativo mas a Isabel ainda teve energia para ficar a conversar com a Graça até altas horas da madrugada.

No dia seguinte (sábado) a primeira a acordar foi a Vitória e em pouco tempo todos estávamos de pé, a Vitória foi logo para a varanda do apartamento e assim que viu o parque infantil disse que queria lá ir.
Uma vez prontos fui pois com a Vitória até ao referido parque e esperámos lá pela mamã e pela Graça.
Saímos em direcção a Peniche já era quase meio-dia pelo que resolvemos ir logo almoçar, no restaurante habitual, um dos muitos que existem na Avenida do Mar (local por excelência da gastronomia da cidade), optamos por uma muito boa massada de tamboril.
Depois de um almoço que estava divino fizemos um pequeno passeio até ao Forte de Peniche, fortificação que em tempos foi a sede de um importante complexo militar destinado à protecção da costa.
Já durante o Estado Novo funcionaria como prisão politica, ficando para a história a espectacular fuga ocorrida em Janeiro de 1960 de um grupo de presos políticos, entre os quais estava o dirigente comunista Álvaro Cunhal.
Transformado actualmente num espaço-museu, nele tenta-se reconstituir o ambiente de uma prisão política, além de acolher exposições de materiais etnográficos e históricos.
De seguida fomos levantar o dorsal após o que fizemos uma breve pausa nas agradáveis instalações do Clube Recreativo Penichense, local onde era feita a entrega dos dorsais para a corrida dos 15 quilómetros (para a corrida das fogueirinhas existia uma tenda no exterior).
Regressados ao apartamento e enquanto dormi uma sesta com a Vitória, a Isabel e a Graça foram até à piscina, jantámos já perto das sete da tarde e voltámos a Peniche perto das oito e meia da noite.

A Avenida do Mar, onde horas antes tínhamos almoçado, apresentava já uma grande animação e uma predominância da cor amarela (eram os participantes nas fogueirinhas); fiz um aquecimento composto por 20 minutos de corrida e alguns alongamentos, e antes de tomar lugar no funil de partida tirei algumas fotos com a Isabel e a Vitória.
A música e a voz quente de Daniela Mercury animavam ainda mais toda aquela zona de partida.
Centenas de corredores aguardavam o momento da partida, entretanto e de mansinho a noite chegara, ao soar o sinal da partida e para os que como eu estavam cá mais para trás existiu alguma dificuldade em começar a correr, na Avenida do Mar era ainda uma massa quase compacta de pessoas…
Saliente-se que existiram partidas separadas das duas corridas (fogueiras e fogueirinhas) e que os participantes nas fogueirinhas só partiram após passarem todo os atletas da corrida das fogueiras.
Depois de passar a ponte existente na rotunda ao fundo da Avenida do Mar, o corredor existente delimitado pelo gradeamento colocado ao meio da faixa de rodagem condicionava bastante o andamento, quando passei ao terceiro quilómetro já com mais de 17 minutos de corrida (nunca tinha passado com este tempo aos 3 quilómetros) tive a certeza que o tempo final iria reflectir esse início exageradamente lento.
Mas isso também não era o mais importante, continuei a correr e a “saborear” a corrida, porque além de um percurso de que eu gosto bastante esta corrida das fogueiras tem também um público espectacular (sente-se que os Penichenses acarinham e de que maneira esta corrida) e que emprestam à mesma a animação que em Portugal e na minha modesta opinião só terá paralelo na São Silvestre da Amadora.
Por volta do quinto quilómetro o primeiro abastecimento (abastecimento que se repetiu ao 10º quilómetro), pouco depois passei de novo na Avenida do Mar (agora no sentido ascendente), no local combinado lá estava a Isabel e a Vitória, reduzi a andamento (se é que isso era possível), passei por elas e bati na mão da Vitória, a Graça estava do outro lado da rua para me tirar uma foto e nem me viu passar (é o que dá ser tão rápido a correr), o percurso passava depois por uma rua estreita (lembra-me Almada Velha), que vai ter às imediações do Clube Recreativo Penichense, pouco depois passei pela placa do 7º quilómetro, seguiu-se depois toda a volta ao exterior da antiga ilha de Peniche, parte do percurso bastante escuro e em que existiam bastantes fogueiras.
Nessa parte do percurso existiam ligeiras subidas (sensivelmente até ao cabo Carvoeiro), depois seguiu-se uma parte do percurso com descidas e subidas.
Já na últimas das três léguas da corrida as luzes da cidade de Peniche começaram a surgir ao longe, quase sem dar por isso estava de novo no interior no coração de Peniche, passei pela placa do 14º quilómetro, pouco depois estava de novo e pela terceira vez na Avenida do Mar, os passeios completamente cheios de pessoas, no ar um cheirinho apetitoso dos muitos restaurantes, do lado esquerdo muitos caminheiros da corrida das fogueirinhas terminavam também eles a prova.
Já na recta da meta vejo uma vez mais a Vitória, a Isabel e a Graça, uma vez mais diminuo o andamento e aceno para elas, logo depois corto a meta e recebo um saco com uma t-shirt e um troféu.
Terminava pois a minha 2ª Corrida das Fogueiras (a primeira vez foi em 2003) com o tempo final de 1h13minutos14segundos, há 4 anos fiz 1hora05minutos30segundos.
Há 4 anos foi a minha primeira prova de 15 quilómetros, este ano foi a minha primeira prova depois de mudar de escalão, após ter completado 45 anos em 22 de Junho.
1601 Atletas (1477 masculinos e 124 femininos) completaram a corrida das fogueiras.
Os aproximadamente 6 quilómetros da corrida das fogueirinhas tiveram centenas de participantes.

Domingo ainda antes de deixarmos o apartamento fomos à piscina interior e ao jacuzzi (a Vitória adorou), já na companhia dos pais da Graça que entretanto tinham chegado almoçámos em Peniche após o que fizemos um passeio pelo forte.
A Graça com os pais voltaram de seguida para Lisboa, nós ainda fizemos de carro parte do percurso da corrida, a caminho da Cabo Carvoeiro passámos pelo Santuário de Nossa Senhora dos Remédio, pequena ermida parcialmente escavada na rocha e revestida a azulejo do século XVIII, nalgumas zonas restos de algumas das fogueiras da noite anterior, do cabo Carvoeiro avistámos as Berlengas…que vista deslumbrante!
A Vitória entretanto adormecera pelo que decidimos iniciar a viagem de regresso, parámos em Torres Vedras para ir buscar uns pastéis de feijão e como a Vitória acordara estivemos no jardim antes de reiniciar de novo a viagem.
Passámos cedo a Ponte 25 de Abril pelo que ainda antes de irmos para a nossa casa ainda fizemos uma visita aos tios Ana e Manecas.
Fim-de-semana 5 estrelas.

domingo, 1 de julho de 2007

Meu 1º Festival.

Na passada Sexta-feira, dia 29 de Junho, passámos o dia com a Vitória no “Meu 1º Festival”, evento que decorreu durante 4 dias no “Parque dos Poetas”, o bonito e muito aprazível parque da Cidade de Oeiras, recinto arborizado e ajardinado com cerca de 93 mil metros quadrados.
O público-alvo do festival era as crianças entre os 2 e 10 anos e eram anunciados como as grandes vedetas do festival, o Noddy, o Ruca e o Bob (que não deixariam os seus créditos por mãos alheias) secundados por outros como a avestruz Leopoldina e Oliver e Benji.

Neste “Meu 1º Festival” existia como em qualquer festival que se preze um palco principal com espectáculos de hora a hora que decorriam em 2 sessões (manhã e tarde).
O bilhete de entrada do recinto tinha validade para um dia (das 9 às 21 horas) e dava acesso a uma das sessões no referido palco principal.

No recinto existiam também insufláveis, pistas de carros telecomandados, espaço “Playstation”, actividades desportivas, uma roda gigante, uma área de pinturas faciais, espaços dedicados às atracções principais e outros e vários motivos de diversão e de interesse para as crianças.

Claro que a Vitória adorou este dia e de poder tirar uma foto com o Ruca, de sentar-se no carro do Noddy, de brincar com as ferramentas do Bob, de pintar na casa da “Ilha das Cores”, de brincar nos insufláveis e, dos momentos altos e “mágicos” que foram os muito apreciados por ela espectáculos do Ruca (Ruca, Rosita, a mamã e o papá do Ruca, a Clementina e o Luís) e, do Noddy (Noddy, ursa Teresa, Sr. Faísca, Orelhas, Sonso e Mafarrico).
Os papás foram também agradavelmente surpreendidos com a qualidade dos referidos espectáculos.

Também pelo palco principal passou a Leopoldina e Bob-o construtor, espectáculos que não vimos, além das actuações das Bratz (canções em inglês talvez inadequadas para o tipo de público do festival) e das “Doce Mania”.

Aspectos francamente negativos o preço das entradas, a área da restauração com pouca oferta além de cara e, o facto do recinto do palco principal ser à torreira do Sol.
Como aspectos positivos além dos óbvios o facto de parte dos lucros obtidos com a venda dos bilhetes reverter para a Unicef.

Saímos do recinto já passava das 8 da noite e bastante contentes pelo dia que passámos no “Meu 1º Festival”.
Peniche esperava por nós…