quinta-feira, 8 de agosto de 2019

6 vezes UMA.

Tróia, tarde do último domingo, prestes a terminar a minha 6ª UMA. 
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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

UMA, a prova (1 de agosto de 2010).

Faz hoje 9 anos que se disputou a edição de 2010 da Ultra Maratona Atlântica, então a 6ª edição da versão século XXI, estive lá repetindo a minha presença de 2009...
Foi uma edição com 166 atletas classificados na meta (156 homens e 10 senhoras), um recorde das edições disputadas até então.

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terça-feira, 23 de julho de 2019

UMA, a prova (as minhas participações).


 - à esquerda: eu e Vitória com a grande Analice.
 - à direita: eu com os mestres Adelino e Andrade.
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Participei em 2009 pela primeira vez na Ulta-Maratona Atlântica, repeteria em 2010, 2011, 2012 e 2017.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

UMA, a prova (Troféu Analice Silva).


Sérgio Tomás, Jaime Lamego, Chantal Xhervelle, representante Analice Silva e Rui Freitas.
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Até ao ano de 2016, Analice Silva foi uma de cinco atletas totalistas da Ultra Maratona Atlântica, sendo aquela que correu mais vezes pelo areal a distância que separa Tróia e Melides, tendo contabilizado quatro participações no Raid Pedestre de Grândola (num total de cinco edições) e, contabilizando ainda a participação em todas as 12 edições na Ultra Maratona Atlântica Melides-Tróia disputadas até então.
Analice Silva faleceu em 2017 e o município de Grândola decidiu introduzir logo na edição desse ano da Ultra-Maratona Atlântica,  o Troféu Analice Silva, o qual passou a homenagear a partir dessa edição de 2017 os atletas totalistas, até à edição anterior.
Além da Analice Silva eram totalistas até 2016 os atletas Chantal Xhervelle, Jaime Lamego, Rui Freitas e Sérgio Tomás.
Em 2017 continuaram totalistas os três atletas masculinos, Chantal participou na prova, mas não concluiu.
Em 2018 voltaram os três atletas masculinos a concluírem com êxito a UMA, Chantal Xhervelle voltou a participar concluindo com êxito passando a somar 13 metas cortadas em 14 edições disputadas.
Os atletas Jaime Lamego, Rui Freitas e Sérgio Tomás, estão inscritos para a edição de 2019, sendo de esperar que vá continuar a haver totalistas.
Chantal Xhervelle que já venceu a prova por quatro vezes (2005, 2007, 2009 e 2010) está igualmente inscrita.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

UMA, a prova (Vencedores).


Nas 14 edições disputadas da Ultra-Maratona Atlântica foram 11 os atletas que inscreveram o seu nome na lista dos ilustres vencedores (6 atletas no sector masculino e 5 atletas no sector feminino).
Os atletas com maior número de vitória são Eusébio Rosa (masculinos) e, Patrícia Serafim (femininos), cada um com 6 vitórias e com desempenhos de altíssimo nível.
Eusébio Rosa venceu em 2007, 2008 e de 2010 a 2013 inclusive, detendo o recorde absoluto da prova obtido no ano de 2012 (02:46:30) e, a 2ª melhor marca (02:51:11), esta obtida no ano de 2007.
Patrícia Serafim venceu as seis últimas edições (2013 a 2018) em femininos, detendo o record da prova obtido no ano de 2016 (03:30:46). Esta atleta tem-se classificado nos últimos anos nos 10 primeiros da geral (10ª em 2015, 9ª em 2016, 5ª em 2017 e 4ª em 2018), com diferenças para o vencedor masculino e absoluto da prova a decrescerem de ano para ano sendo que em 2018 a diferença foi de 13 minutos e 33 segundos.

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quarta-feira, 17 de julho de 2019

UMA, a prova (Analice Silva).

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Analice Silva, atleta falecida em fevereiro de 2017, é para mim, a grande figura desta prova única que é a Ultra-Maratona Atlântica. Analice participou em 4 das 5 edições do Raide Pedestre de Grândola que ocorreram nos anos oitenta do passado século e, em todas as edições entre 2005 e 2016 (1ª à 12ª edição) da Ultra-Maratona Atlântica, um desempenho tanto mais notável se atendermos à idade de Analice e à regularidade dos tempos com que terminou cada uma dessas 12 edições.
Correndo sempre descalça, como habitualmente fazia em provas na areia e valendo-se da sua aguinha de coco para hidratar, foram várias as presenças no pódio pese o facto de Analice devido à inexistência de escalão ter sido sempre englobada em escalões (+40, +45, …) com atletas bastante mais novas.
Recordem-se a primeira e a última vez que Analice subiu ao pódio da Ultra-Maratona Atlântica.
A primeira vez, no ano de 2005, o da 1ª edição da UMA, Analice que tinha 61 anos, foi a primeira atleta feminina +45 anos.
A última vez, no ano de 2015, Analice já então com 71 anos foi a 2ª atleta F4599…atrás de uma outra grande figura da prova, Chantal Xhervelle.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

UMA, a prova (Melíadas).



Tal como a UMA é uma prova única, Melíadas é igualmente um livro único. Da autoria do meu amigo e mestre Fernando Andrade, deixo-vos um excerto:



Os loucos ou heróis determinados
Que na ocidental praia alentejana,
De Melides a Tróia - e apeados,
Deram asas à sua "anima sana";
Aos ombros com mochilas carregados,
Num feito que desafia a raça humana,
Nove léguas correndo ao sol ardente
Num esforço mítico, aplicado a gente.

E também a memória gloriosa
Daqueles que em anos já passados
Cometeram proeza grandiosa
Desafiando a areia e o sol irados
E aqueles cuja ideia luminosa
De organizar um raid no além-sado,
Registarei em verso (que até rima)
Subido apreço, admiração e estima.

Fernando Andrade (Melíadas)

A história de Melíadas aqui

quinta-feira, 11 de julho de 2019

UMA, a prova (números).

 

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Para a edição deste ano, a 15ª, encontram-se até ao momento inscritos mais de três centenas e meia de atletas com as inscrições ainda abertas até ao dia 26 de Julho.
Inscrições aqui

terça-feira, 9 de julho de 2019

UMA, a prova (génese).



Regulamento Ultra Maratona aqui.

Regulamento Corrida Atlântica aqui.

Inscrições aqui.



Um pouco da história desta prova única:

A génese desta prova remonta ao ano de 1987 do passado século XX, chamando-se então “Raid Pedestre Tróia-Melides” e consistindo numa prova de 43km corridos integralmente na areia das praias de Tróia a Melides em regime de autossuficiência (sem qualquer tipo de abastecimento), prova inspirada na célebre Marathon Des Sables.
O denominado “Raid” disputou-se entre 1987 e 1991 com um reduzido número de atletas participantes por cada uma dessas 5 edições…
Já no ano de 2005 deste século, o Município de Grândola retomou a organização da prova rebatizando-a como “Ultra Maratona Atlântica Melides-Tróia”, alterou o sentido da prova passando a ser disputada de Melides para Tróia, alterou também o regime para semi-autossuficiência, passando a ser entregue um litro de água a cada atleta ao quilómetro 28,5 (praia da Comporta) sendo que desde o ano de 2017 é entregue igualmente um outro litro de água ao quilómetro 14,5 km (praia do Pinheiro da Cruz).
A prova cresceu lentamente em número de participantes tendo atingido um máximo em 2013 (395 atletas), para nos anos seguintes voltar a decrescer em número de atletas participantes, coincidindo com os anos em que se passou a disputar também uma versão “mini” de 15 km, denominada de “Corrida Atlântica Comporta-Melides” com partida na praia da Comporta e meta na praia do Bico das Lulas, em Tróia, tal como a prova principal. 
Ambas as provas são disputadas num cenário de uma beleza incrível.  
Apelidada como “Maratona dos Duros”, esta Ultra é também uma prova única na europa sendo disputada na que é considerada a 3ª maior extensão de areia contínua do mundo, prova dura não tanto pela distância, mas pela dificuldade na progressão no terreno resultante das características da areia que liga Melides a Tróia e da inclinação do terreno.
No próximo dia 4 de agosto a história continuará a ser escrita…

terça-feira, 2 de julho de 2019

As minhas 12 Horas de Odivelas.


O objectivo era simples, passar um fim de semana diferente e correr uns quilómetros, objectivo totalmente conseguido.
Chegámos cedo ao Parque Urbano Rio da Costa, a organização ainda montava o estaminé, também nós montámos o nosso, tenda montada e hora de irmos até uma pizzaria situada perto tratar de comer uns hidratos.
De regresso ao Parque fui levantar o dorsal, eram então já muitas as caras conhecidas e mais as tendas montadas na recta após o pórtico de partida/chegada.
Pouco depois das 23 horas aconteceu um momento de tertúlia com Carmen Henriques, Francisco Mira Gaio e Orlando Duarte.
Quase de seguida foi tempo da partida, comecei em ritmo lento o que permitiu sentir-me bem confortável nas primeiras horas (17,6 km corridos nas 2 primeiras horas e 14,4 km corridos nas duas seguintes) para um total de 32 km nessas 4 primeiras horas.
Depois tentei manter o ritmo confortável gerindo com algumas partes a caminhar, nas 3 horas seguintes completei assim mais 20,8 km para um total de 52,8 km nas primeiras 7 horas de prova. Por fim nas seguintes e últimas 5 horas de prova completei mais 30,4 km.
Terminei com 83,2 km percorridos (52 voltas completadas), sendo que a dada altura da prova e face ao tempo que ainda faltava para terminar foquei-me em completar 50 voltas (80 km). 
   
O melhor das 52 voltas para além do prazer em ter completado cada uma delas foram aquelas em que tive a companhia da Vitória, uma durante a noite e duas já de dia, uma também com a companhia da Isabel.
Muito bom o apoio da minha equipa 5 estrelas, Vitória e Isabel, isto sem elas não era a mesma coisa.
Excelente o ambiente vivido entre atletas, acompanhantes e organização, num formato muito pouco visto por cá gostei bastante de ter estando presente. 

Selfie durante uma das voltas.

A terminar a minha participação.

A surpresa da subida ao pódio.

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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Challenge Odivelas a Correr.


Organizado pela Câmara Municipal de Odivelas em parceria com o Centro de Marcha e Corrida de Odivelas e apoio técnico da WeRun, decorreu no passado fim de semana, dias 29 e 30 de Junho, o evento “Challenge Odivelas a Correr”, o qual foi constituído por 3 provas competitivas, 12 horas individual, 12 horas por equipas e 3 horas individual, sendo que o objetivo da competição, quer correndo individualmente quer correndo em equipa, era percorrer a maior distância possível no decurso das 12 horas de prova (ou das 3 horas).
O evento decorreu no Parque Urbano Rio da Costa num circuito de aproximadamente 1,600 metros em piso composto por terra batida, alcatrão e passadiços em madeira.
Evento do qual resultaram números muito interessantes com 40 classificados na prova de 12 horas individual sendo que cada um dos 6 primeiros atletas correu mais que 100 quilómetros.
Clicar no gráfico para ver melhor.

O vencedor absoluto foi Francisco Mira Gaio (72 voltas completadas e 115,2 km corridos).
A sorridente Carmen Henriques classificou-se em 3º lugar da geral (66 voltas completadas) a que correspondeu 105,6 km corridos, distância que passa a ser recorde nacional das 12 horas. Outa atleta feminina, Carla André, bateu igualmente os 100 quilómetros classificando-se em 6º lugar da geral.
Os 40 atletas da prova das 12 horas completaram em conjunto 1696 voltas a que correspondeu 2713,6 quilómetros corridos.
Desses 40 atletas, 29 eram homens (72,5% do total) e 11 eram senhoras (27,5% do total). Por escalão distribuiram-se como se segue:
Clicar no gráfico para ver melhor.

Salientar a excelente organização onde se incluíam pessoas como Rui Martins, pessoas muito conhecedoras deste tipo de provas bem como o excelente trabalho de Hugo Água, speaker da prova que em cada volta completada mencionava o nome do atleta, número de voltas acumuladas, outros dados, um incentivo constante, melhor era impossível.
A terminar referir que a prova teve um cariz solidário com 50% do valor das inscrições a reverterem para a APCL (Associação de Paralisia Cerebral Lisboa) de Odivelas, cidade que em 2020 será Capital Europeia de Desporto.

Resultados da prova de 12 horas aqui.

quinta-feira, 30 de maio de 2019


Mais informações aqui.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

2ª Edição 24 horas a correr Mem Martins-Sintra.

Organizado pela Associação Desportiva Real Academia, decorreu no passado fim de semana, dias 27 e 28 de abril, o evento “2ª Edição 24 horas a correr Mem Martins-Sintra”, o qual foi constituído por 5 provas, 24 horas, 12 horas, 6 horas, 3 horas e uma maratona nocturna.

O evento decorreu no Parque da Bacia de Retenção de Águas do Algueirão num percurso desenhado no interior do mesmo, circuito de aproximadamente 2,100 metros em piso variado (terra batida, relva, alcatrão e passadiço e ponte em madeira), evento muito bem organizado e bastante elogiado por muitos dos participantes, entre os quais me incluo.

Depois de ter falhado a edição inaugural gostei mesmo muito de estar presente nesta 2ª edição, participei na prova das 6 horas que teve o seu início às seis da manhã, primeiras voltas ainda de noite, depois já de dia e com a temperatura a subir a pique deu para completar 22 voltas, algumas a solo, outras com companhia, numa das quais a da Vitória, em muitas outras voltas sempre que me cruzava com o Tomé, o Manel, a Andreia, as palavras de incentivo mútuo, numa das voltas fui apanhado pelo Nuno Cabeça, companheiro que já não via há muito tempo, um jurássico da blogosfera corredora…
Grande evento, organização excelente.

  Pódio M5059 (prova 6 horas) - fui representado pela Vitória.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Melhor era impossível.

Clicar na foto para ver melhor. 

Prestes a fechar o excelente evento "2ª Edição 24 Horas a Correr Mem Martins - Sintra" uma grande foto do Orlando Duarte  no instante em que Álvaro Pinto invocava a nossa querida Analice a que se seguiu uma sentida salva de palmas, melhor fecho era impossível...   

quinta-feira, 11 de abril de 2019

XXI Edição Trail LXVII Millas Romanas.


Mais uma vez voltei a Mérida para participar nas “LXVII Millas Romanas”, o equivalente a aproximadamente 101,5 quilómetros, prova que este ano teve o seu início como habitualmente a uma sexta-feira mas uma hora mais cedo, este ano às 20 horas, mantendo-se como tempo limite para terminar as 24 horas.



Na minha oitava vez tive pelo sexto ano consecutivo a companhia do meu homónimo António Almeida com quem nos últimos cinco anos completei a totalidade da prova, este ano a companhia resumiu-se aos 30 quilómetros iniciais, altura a partir da qual seguimos com ritmos totalmente diferentes, ele terminaria com 14 horas e 35 minutos, eu em pouco mais de 18 horas.

Este ano pela primeira vez o local de partida e de chegada foi no parque onde se situa o aqueduto de Los Milagros, o percurso circular levou na sua fase inicial, as várias centenas de participantes a percorrerem a zona urbana de Mérida, seguiram-se vários quilómetros bastante fáceis junto ao curso do Rio Guadiana onde existiu um primeiro abastecimento (km 14), quilómetros igualmente fáceis os que se seguiram até Alange (km 24,4).
De seguida surgiu a primeira dificuldade da prova com a passagem pelo Castelo de Alange, após aconquista do castelo seguiu-se uma inédita passagem pelo balneário de Alange (km 28,7), onde existem umas termas romanas.  
Pouco depois e com cerca de 30 quilómetros percorridos foi tempo de seguir a solo após o António avançar também ele a solo, nos quilómetros seguintes surgiu a 2ª dificuldade da prova com a passagem pela Serra da Calderita.
Após a Caldeirita seguiu-se La Zarza (km 36,2) onde existiu um abastecimento reforçado no interior de um pavilhão. Bebi um caldo e pouco mais que por essa altura já começava a recusar alimentos sólidos.  
Nas horas seguintes geri bastante e fui sendo ultrapassado por muitos participantes, passei no abastecimento seguinte, Ctra. Ba-154 (km 45,6), onde praticamente não parei, estava focado em chegar a São Pedro de Mérida (km 54,2), sabia que aí chegado tinha mais de metade da prova feita e esperava com isso ganhar algum alento para a 2ª parte da prova.
Foi muito bom pois chegar a São Pedro de Mérida, local onde o abastecimento estava montado no interior de um pavilhão, apesar da muita variedade de sólidos e líquidos fiquei-me pelo chá e donuts, já que a indisposição que tinha sentido nas últimas horas se bem que tivesse diminuído não tinha passado totalmente. O retomar da prova revelou-se bastante desagradável pela diferença de temperatura sentida entre o interior do pavilhão e o exterior, ainda que pudesse ter sido pior se as gotas de chuva que começaram a cair tivessem persistindo. Nessa altura resolvi vestir o impermeável que tinha levado até então na mochila. Até ao abastecimento seguinte em Cornalvo (km 60,7 km) segui por vezes sem ninguém por perto o que me levou a redobrar a atenção com as marcações, ainda assim tal não evitou que a dada altura em que seguia a luz vermelha de um participante que seguia bem à minha frente não tivesse seguido o trilho certo.

Foi após o abastecimento de Cornalvo (km 60,7) que surgiu a 3ª e última dificuldade maior da prova com as subidas existentes no Parque Natural do Cornalvo, parque onde nas suas encostas existe uma vasta floresta e matagal mediterrânico e onde ainda se poderá encontrar o gato selvagem, uma espécie quase extinta.  Na fase inicial no interior do parque segui por vezes completamente só, fase toda ela em trilhos bastante estreitos, já numa fase ascendente os trilhos passaram a largos estradões  com bastante pedra.
Foi já na fase final dessa subida que o dia começou a ganhar lugar à noite com a temperatura a manter-se baixa, nessa altura da prova recebi uma chamada da Isabel a quem coloquei ao corrente do que se tinha passado nas últimas horas, minutos mais tarde foi o António que me ligou, já tinha chegado a Aljucén. Eu, após chegar ao topo comecei a correr até ao ponto de abastecimento que se seguiu em Cuatro Caños (km 69,4), paragem rápida e segui em direção a Aljucén, já com a mais completa luz do dia fui alternado corrida e caminhada.
Em Aljucén (km 82,4 km) fomos recebidos com música no abastecimento situado no interior de um ringue desportivo, aproveitei para me sentar um pouco enquanto hidratava, passado algum tempo decidi retomar a prova, pouco depois de o ter feito começou a chover torrencialmente, abriguei-me então debaixo de um telheiro juntamente com outros dois participantes e aproveitei para ligar à Isabel, altura em que soube que o António já tinha terminado. Alguns minutos mais tarde a chuva amainou permitindo o retomar do percurso, este ainda no interior da povoação. Nos quilómetros seguintes ainda foi chovendo a espaços embora menos intensamente. Mais uma vez fui alternando corrida e caminhada até ao abastecimento situado no Lago Proserpina (km 91,4), o que fui continuando a fazer nos quilómetros seguintes até Carija (km 96,5) e, por fim nos cinco quilómetros finais até Mérida.   
Já no interior do parque onde tínhamos partido no dia anterior vi ao longe a Vitória que já me esperava para continuar comigo até à meta, continuei a correr até junto dela, demos as mãos e continuamos até cortar a linha de chegada onde a Isabel se encontrava de máquina em riste a tirar fotos.
Pouco depois foi tempo de juntos levantarmos o “nosso” oitavo miliário, este bem suado mas com um enorme sabor a conquista já que o meu início de prova excessivamente rápido nos primeiros 30 quilómetros me obrigou depois a ter que gerir ao longo das horas seguintes os restantes cerca de 70 quilómetros até à meta de modo a conseguir terminar condignamente, o que acho que terei conseguido.

A terminar endereçar os parabéns ao meu amigo António pela grande prova que fez e agradecer também à Susana e Daniel pela companhia.
Por fim agradecer ao meu staff cinco estrelas, Isabel e Vitória, pelas horas sem dormirem, pelas longas horas de espera, pelas palavras, tónico forte sempre, isto sem vocês não era a mesma coisa.    
Terminei com 18h07'41'' no lugar 233 entre os 607 finalizadores.



quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Bucólica.

A vida é feita de nadas:
De grandes serras paradas
À espera de movimento;
De searas onduladas
Pelo vento;

De casas de moradia
Caiadas e com sinais
De ninhos que outrora havia
Nos beirais;

De poeira;
De sombra de uma figueira;
De ver esta maravilha:
Meu Pai a erguer uma videira
Como uma mãe que faz a trança à filha.

Miguel Torga
(São Martinho de Anta, 12 de agosto de 1907 - Coimbra, 17 de janeiro de 1995)

Deixo-vos Bucólica como poema de Natal 2018 destas "Palavras de Corredor". 

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

6ª Corrida do Montepio - "Corremos Uns Pelos Outros".


Na manhã do último Domingo, Lisboa foi palco da 6ª Corrida do Montepio, evento com o apelativo slogan “Corremos Uns Pelos Outros”, organizado pela Associação Mutualista Montepio e que consistiu em três provas: uma corrida com a distância de 10 km, uma caminhada com a distância de 5 km e uma prova dirigida a crianças nascidas entre 2007 e 2013.
Evento de corrida único no País com a totalidade do valor das inscrições a reverterem em cada ano para uma instituição, neste 2018 atingiu-se a quantia de 40.000€ sendo a associação beneficiada a ACAPO – Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal.
Nota máxima para este evento de eleição que há 6 anos marca a diferença pela positiva.
Respondi presente pelo sexto ano consecutivo.


quinta-feira, 18 de outubro de 2018

4ª Edição EstrelAçor Trail Ultra Endurance.


Durante o fim-de-semana alargado do feriado comemorativo da restauração da Independência Nacional, dias 5, 6 e 7 de Outubro, realizou-se um evento de trail running denominado EstrelAçor com organização a cargo da “Associação Desportiva O Mundo da Corrida”.
O referido evento decorreu na Serra da Estrela e Serra do Açor e teve várias distâncias: os 180 quilómetros (ultra trail extra longo, d+ 7800 e tempo limite 50 horas), 100 quilómetros (ultra trail extra longo, d+ 5100 e tempo limite 30 horas), 43 quilómetros (ultra trail médio, d+ 1618), 22 quilómetros (trail curto, d+ 848) e 15 quilómetros (mini trail, d+ 505).
A prova de 100 quilómetros teve partida na aldeia do Piodão, todas as restantes tiveram partida nas Penhas da saúde, local onde terminaram igualmente todas as provas.
Participei na prova de 22 quilómetros e apesar da curta distância deu para desfrutar bastante dos trilhos e das vistas espectaculares, gostei muito.

A terminar os 22 kms do trail curto

1º (e único) M55 nos 22 kms