Amigos das Palavras

Por decisão do autor deste blogue os textos do próprio não seguem o acordo ortográfico de 1990.



segunda-feira, 30 de junho de 2008

29ª Corrida das Fogueiras.

Na noite de sábado participei na 29ª Corrida das Fogueiras, prova organizada este ano apenas pelo pelouro do desporto da Câmara Municipal de Peniche.
Uma prova sobejamente conhecida dos habituais atletas do pelotão, sendo pois sempre muitos aqueles que no último sábado de Junho rumam a Peniche.
Foi a minha terceira participação na prova que teve a sua 1ª edição corria o já longínquo ano de 1980, prova então integrada nos Jogos Juvenis de Peniche e na qual participaram 78 atletas, quase todos atletas da terra.
Rapidamente a prova cresceu em número de participantes e à 5ª edição, corria então o ano de 1984, foram já mais de mil os atletas classificados na meta (1132).
Fasquia “mil” que a partir de então e durante muitos anos foi sendo ultrapassada ou que ficou sempre muito perto de o ser (só por duas vezes abaixo dos 800 atletas classificados na meta, em 1998 com 882 e em 1988 com 821).
O ano de 1984, ano em que a prova comemorou 25 anos, marcou também o elevar da “fasquia” em relação ao número de atletas classificados (acima dos 1500) na meta que foram então 1506, fasquia desde então sempre superada (1546 em 2005, 1501 em 2006 e 1601 em 2007).
O corrente ano não terá constituído excepção e muito provavelmente nunca terão sido tantos os que cortaram a meta no Largo da Ribeira.
Também eu o fiz depois de 1h10’53’’ de corrida, segundo o sms que recebi da câmara de Peniche ainda na noite de sábado.
Ainda segundo o mesmo sms ocupei o lugar 646 da classificação geral e o lugar 94 no meu escalão.
As classificações da prova poderão ser consultadas (assim que forem disponibilizadas) no site da câmara municipal de Peniche.
Foi mais uma noite de sábado bastante agradável, o enorme fascínio de correr à noite num percurso iluminado pelas fogueiras ao longo do mesmo, em especial nos quilómetros à beira-mar à volta da península.
Também como já esperava o enorme prazer de correr nas ruas de uma cidade repletas de pessoas que aplaudem e incentivam a passagem dos participantes na prova, sentir que a prova está fortemente enraizada nas gentes de Peniche, que a acarinham de um modo como ainda não vi igual nas provas em que já participei (nas que participei o mais parecido é a São Silvestre da Amadora).

Este ano, pela primeira vez a Vitória e a mamã (que tiveram a companhia da minha irmã e do meu cunhado) participaram na “Corrida das Fogueirinhas”.
A Vitória depois de um dia de sábado “cheio” adormeceu durante o percurso e já só acordou no dia seguinte…ainda em Peniche.
Corrida das Fogueirinhas que teve a sua 8ª edição e que como habitualmente teve uma fortíssima participação, a qual só não terá sido maior porque foi limitada a 2000 participantes (limite imposto pela organização, o qual já tinha sido atingido há uns dias).

Do mar de gente na noite de sábado em Peniche, daqui da blogosfera, tive o prazer de rever o Carlos Lopes (que na sua nova cidade e na sua primeira vez nas “Fogueiras” esteve muito bem), também o prazer de ver a Ana Pereira (prestes a concluir a sua prova) no seu regresso às “Fogueiras” e, alguma pena de não ter conhecido pessoalmente o Luís Mota (fica para a próxima), que igualmente na sua estreia nas “Fogueiras” esteve em grande nível.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

De novo o prazer de correr à noite.

Amanhã à noite participarei pela terceira vez na Corrida das Fogueiras, uma prova a que eu não podia faltar, a qual será também a minha terceira corrida nocturna deste mês de Junho.
Será igualmente a minha terceira participação nas "Fogueiras" depois de ter marcado presença em Peniche no último sábado de Junho em 2003 e 2007, os anos em que participei na Corrida das Fogueiras.
Na primeira participação registei o tempo de 1h05’30’’, o meu melhor registo até hoje na distância dos 15 quilómetros, ao invés na minha segunda participação registei um tempo (1h13’14’’) que é o meu pior registo na distância.
Mas dessas duas noites o que ficou acima de tudo foram gratas recordações de uma prova ímpar, sempre muito acarinhada pela gente boa de Peniche e, claro... o enorme prazer de correr à noite.
A Corrida das Fogueiras é uma prova sempre fortemente participada, nos últimos 4 anos registou sempre um número de participantes na meta superior a 1500.
Para a edição deste ano encontravam-se inscritos até hoje um número de atletas muito perto do limite imposto pela organização (2000), pelo que é previsível que a prova possa vir a registar um novo recorde do número de participantes classificados na meta, o qual está em 1601 desde o passado ano.
Como tem acontecido nos últimos anos disputa-se também uma prova não competitiva, denominada "Corrida das Fogueirinhas", este ano na sua 8ª edição e que à semelhança da corrida principal tinha um limite de número de participantes, igualmente imposto pela organização e igualmente 2000, número já atingido há uns dias.

Uma boa prova e uma grande noite de sábado para todos os que amanhã estarão em Peniche, vai ser com toda a certeza.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Corrida da Luz 2008.

(foto de Isabel Almeida)

Na noite do passado sábado participei na 2ª Corrida da Luz, evento organizado pela Last Lap, o qual contou com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da EGEAC, que o incluíram no Programa das Festas da Cidade 2008.
A prova teve 10 quilómetros ao longo de algumas das principais artérias da capital tendo como ponto de partida e chegada a Praça do Comércio, uma das maiores Praças da Europa, a qual também é bastante conhecida como Terreiro do Paço (foi o local do palácio dos Reis de Portugal durante cerca de dois séculos).
Esta era uma das provas a que eu não podia faltar, juntar o prazer de correr em Lisboa com o de correr à noite, noite que esteve ideal para correr…na cidade mulher da minha vida.
A Vitória com a mamã (que tiveram também a companhia da tia João e do primo David) acompanharam-me a esta prova.

Os atletas consoante os seus tempos feitos na distância tinham acesso a “portas” (Sub45’, Sub60’ e Over60’) para entrarem na zona de partida, partida que foi dada às 22 horas e assinalada também com um pequeno fogo de artifício, nos metros iniciais da prova desta feita não consegui ver nenhum dos meus acompanhantes, completei o 1ºkm em 4’22’’ e o 2ºkm em 8’40’’, logo depois o retorno por baixo do viaduto de Santa Apolónia (onde também é feito o retorno da “meia” de Lisboa), por baixo do mesmo alguns sem-abrigo deitados em cartões, pessoas que usam aquele local para passarem a noite, continuei a correr ainda a pensar naquelas pessoas, não reparei na marcação do 3ºkm (existiu marcação dos quilómetros em placas bem visíveis até pelo tamanho das mesmas), algures passámos por um arraial dos santos populares, a música e as palavras que falavam de Lisboa.
Cheguei ao 4ºkm com o cronómetro a marcar já mais de 18’, logo a seguir a 1ª passagem pela Praça do Comércio, tentei ver alguns dos meus acompanhantes, quando passei por eles bati na mão da Vitória que estava ao colo da tia João, entrei na Rua da Prata, nessa zona do percurso estava um número maior de pessoas, os incentivos começaram a ser mais frequentes, poucos na língua de Camões e Pessoa.
De passagem da Praça da Figueira para o Rossio passei pela marca do 5ºkm, o meu relógio marcava já 22’30’’, a 1ª passagem pelo Rossio, depois os Restauradores e a subida da Avenida da Liberdade, ao cimo a altivez da figura do Marquês a servir de referência do ponto de retorno da prova naquela parte do percurso.
Das laterais da Avenida a chegarem-nos aos ouvidos algo em que os portugueses são muito bons a expressarem-se (as buzinadelas dos automóveis).
Pouco antes do ponto de retorno passei pela zona do abastecimento, a seguir a descida da Avenida da Liberdade comigo a deixar-me ir, cheguei ao 8ºkm com 36’ de corrida, nova passagem pelo Rossio, as esplanadas dos cafés completamente cheias de pessoas, bom ver Lisboa respirar vida (com dignidade), entrei na Rua do Ouro, olhei em frente, o escuro da noite a confundir-se com o escuro sereno do rio, o número de pessoas a diminuírem, alguns incentivos em…português, de novo na Praça do Comércio, passei pela placa do 9ºkm, o meu relógio já a marcar mais de 40’ minutos de corrida, vi de novo os meus acompanhantes, ainda a ida e volta quase até ao Cais do Sodré, olhei uma vez mais o relógio já a registar quase 44’, finalmente a meta à vista, vi de novo os meus acompanhantes, reduzi ligeiramente para saber se a Vitória queria cortar a meta comigo, resposta negativa, tempo para um último sprint para tentar terminar abaixo dos 45’…logo depois cortei a linha de chegada.
No final cada participante recebeu um saco com uma água, uma bebida isotónica e uma barra de cereais. Quando do levantamento do dorsal (personalizado) cada participante tinha recebido também uma t-shirt técnica de cor amarela.
A prova teve cobertura fotográfica (aqui fotos da minha chegada).

As classificações foram disponibilizadas no site da prova pouco passava da meia-noite.
O meu tempo foi de 44’44’’ (média de 4’28’’/km), classifiquei-me no lugar 181 da geral e no meu escalão, Veterano B (nascidos antes de 22.06.1963) ocupei o 44º lugar (escalão em que terminaram 289 atletas).
A prova teve 877 atletas classificados na meta, dos quais 753 eram do sexo masculino e 124 eram do sexo feminino, respectivamente, 85,86% e 14,14% do número total.
Excelente a percentagem de participação feminina muito acima do habitual.
Os mais rápidos foram, em masculinos, João Vaz (Amigos Vale Silêncio) com o tempo de 33'32'', e, em femininos, Susana Adelino (CCD Câmara de Loures) com o tempo de 40'30'', atleta que já tinha vencido também em 2007, ano da 1ª edição da prova.

Uma grande noite de sábado na que foi também a noite mais curta do ano.
Mais uma vez foi mesmo muito bom correr em Lisboa, para mim a primeira vez à noite.

Lisboa menina e moça, menina
da luz que os meus olhos vêem, tão pura
teus seios são as colinas, varina
pregão que me traz à porta, ternura.
Cidade a ponto luz, bordada
toalha à beira mar, estendida
Lisboa menina e moça, amada
cidade mulher da minha vida.

Lisboa no meu amor, deitada
cidade por minhas mãos, despidas
Lisboa menina e moça, amada
cidade mulher da minha vida.

(excerto da letra da canção "Lisboa menina e moça"
de José Carlos Ary dos Santos)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Marginal à Noite 2008.

Três fotos, três momentos captados pela Isabel: eu com a Vitória depois do levantamento do dorsal ainda na parte de manhã, de novo os dois já à tarde nas imediações na zona de partida e nós os dois a corrermos durante a fase inicial do meu aquecimento.

Ontem participei na Marginal à Noite, corrida nocturna de 8 quilómetros, com partida e chegada na Avenida Marginal em Santo Amaro de Oeiras, corrida que teve uma organização conjunta do Oeiras Sport Club e da Câmara Municipal de Oeiras, organização que por sinal esteve muito bem.
Foi a minha primeira participação nesta prova que teve este ano a sua 4ª edição, prova em que eu já desejava participar desde a 1ª edição da mesma mas tal nunca tinha sido possível, a prova coincidiu sempre com o nosso período de férias e durante o qual estivemos sempre ausentes, longe de Lisboa.
Este ano estando por cá claro que não podia faltar embora nos últimos dias tenha chegado a duvidar se podia participar (a Vitória esteve adoentada mas felizmente que recuperou).
Chegámos cedinho a Oeiras, estacionei relativamente perto da zona de partida, já tinha levantado o dorsal durante o período da manhã pelo que tivemos tempo para desfrutar de um magnífico final do dia belíssimo que tinha estado e que de mansinho cedia gentilmente o seu lugar a uma não menos belíssima noite de sábado.
Depois de algumas fotos e de algumas brincadeiras com a Vitória, iniciei um ligeiro aquecimento 10 minutos antes das 21h, já não corria desde a Figueira da Foz, comecei bem lento, a Vitória acompanhou-me na fase inicial correndo à minha frente durante alguns minutos, oferecendo-me sem tão pouco se aperceber, dos melhores minutos de corrida dos muitos que eu já corri.
Pouco passava das 21h quando começaram a concentrar-se os primeiros atletas na linha de partida, mais tarde já com um grande ambiente festivo à mistura houve uma sessão de aquecimento dos músculos para o esforço exigido para os 8 quilómetros da prova.
Sensivelmente 10 minutos antes da hora de início ocupei também o meu lugar na zona de partida, zona que estava já quase repleta dos milhares de participantes (o limite de 3500 inscrições estavam esgotas já há alguns dias), a partida acho que foi dada antes da hora prevista (21h30) mas isso também que importa, o que sei é que quase sem dar por isso, mas acho que também não fui o único, estava a correr num excelente cenário, numa noite perfeita para correr, com muita vontade de correr …
Cheguei ao ponto de retorno quando o cronómetro marcava 17’16’’, logo depois passei pela zona de abastecimento, em sentido contrário uma corrente quase ininterrupta de pessoas, o laranja a predominar fortemente, os quilómetros a passarem rápido, já na recta da meta muitas pessoas a aplaudirem a chegada dos participantes na prova, reduzi um pouco e tentei ver a Vitória, mas era gente a mais, não dava, completei a prova em 34’09’’ (ritmo de 4’16’’ por km), na classificação geral ocupei o lugar 214.
Depois de cortar a meta recebi, desta feita não o beijo da Vitória mas o da Isabel, que me esperava logo ali, a Vitória tinha ficado com os tios e com a avó Aida.
Tempo para devolver o chip (poucas horas depois os resultados estavam disponíveis no site da prova) e, à saída da zona de chegada recebi uma água e uma bebida isotónica (quando do levantamento do dorsal já tinha recebido igualmente uma t-shirt alusiva à prova e um par de meias).
Foi uma noite de sábado muito bem passada, muito bom ver milhares de pessoas participarem num evento desportivo disputado num cenário magnífico.
Sábado que vem participarei de novo numa corrida nocturna, a Corrida da Luz.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Liberdade.

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
§
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
§
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
§
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
§
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
§
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
§
Fernando Pessoa
(Lisboa, 13 de Junho de 1888 - Lisboa, 30 de Novembro de 1935)
§
Nota) Palavras de Fernando Pessoa, o poeta nascido em Lisboa faz hoje 120 anos.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

4ª Meia-Maratona da Figueira da Foz.

A Figueira da Foz vista das imediações do Cabo Mondego.
§
Fase inicial da 4ª Meia-Maratona da Figueira da Foz.

Ainda durante o 1º quilómetro da corrida (corri com o dorsal 650).

A Vitória, a mamã e os tios participaram na "caminhada".

Eu a iniciar a 2ª volta (a Vitória a ver-me passar).

A Vitória e a mamã depois de terminarem a "caminhada".

Eu prestes a terminar (com algum sofrimento à mistura).
§
Situada no litoral atlântico, junto à foz do Rio Mondego, a cidade da Figueira da Foz com as suas praias de areia branca e macia é um dos centros turísticos por excelência de Portugal.
Figueira da Foz que devido às suas excelentes condições naturais é um palco privilegiado dos mais variados desportos, para além do Mundialito de Futebol de Praia também os desportos naúticos são bastante praticados (a vela, a motonaútica, o surf, o windsurf, o remo, entre outros).
Foi precisamente na belíssima cidade da Figueira da Foz que passámos o fim-de-semana alargado (sábado a terça), uma maneira de fugir ao habitual destino mais a sul (Algarve) em idêntica situação, cidade da Figueira da Foz onde fiz também algo que eu muito gosto, correr, no domingo de manhã realizei um treino de 45 minutos de corrida contínua lenta, ontem participei na 4ª Meia-Maratona da Figueira da Foz, evento organizado pela Câmara Municipal da Figueira da Foz com o apoio técnico da Atletica, o qual integrou além da prova principal (meia-maratona), duas outras provas não competitivas ("mini-maratona" e "caminhada") com a distância de 5.000 metros.
A partida foi dada junto à Torre do Relógio (uma das referências da cidade da Figueira da Foz) simultaneamente para as 3 provas sensivelmente às 10 horas da manhã.
Todos os participantes tiveram além de vencer as respectivas distâncias das provas em que participaram de vencer igualmente o forte calor que se fazia sentir.
Ao invés da prova principal que registou apenas 167 atletas classificados na meta, as provas não competitivas registaram um elevado número de participantes.
A Vitória com a mamã e os tios Ana e Manuel participaram na "caminhada".
O percurso praticamente plano da meia-maratona foi constituído por 2 voltas corridas na marginal com as belas praias e os característicos bares em madeira listrada mesmo ali ao nosso lado (Figueira da Foz, Buarcos, Cabo Mondego) e com o retorno já bem perto do Cabo Mondego, um promontório na Serra da Boa Viagem, o qual já foi declarado Monumento Nacional.
Anália Rosa (Maratona CP) triunfou no sector feminino à frente das 2 atletas quenianas presentes, Rahab Mingu e Diana Sigei.
Já no sector masculino foram os 2 atletas quenianos presentes que ocuparam os 2 primeiros lugares do pódio, David Kilel (vencedor em tempo recorde do actual percurso em 1h05’05’’) e Alphonse Yatich, no 3º lugar classificou-se Vítor Oliveira (Núcleo Atletismo de Joane).
§
Numa manhã bastante quente senti bastante o efeito do calor, durante a primeira das 2 voltas e alguns quilómetros da segunda volta fui superando mas já com alguma dificuldade o forte calor que se fazia sentir mas após o 16º quilómetro quebrei mesmo bastante e nos últimos 5 quilómetros foi já com algum sofrimento à mistura que corri, sofrimento que há muito não sentia.
Completei a prova em 1h49’45’’ (média de 5’12’’ por km), um tempo superior em mais de 10 minutos que aquele que eu fiz há um mês na "meia" de Setúbal.
Classifiquei-me no lugar 135 (terminaram 167 atletas), no meu escalão, Vet.II, ocupei o 20º lugar (terminaram 26 atletas).
No final cada participante recebeu uma t-shirt, uma medalha alusiva à prova e uma água.
Diga-se a terminar que gostei bastante de ter participado nesta 4ª Meia-Maratona da Figueira da Foz, a qual esteve muito bem organizada e sem nada de relevante pela negativa a assinalar.
Gostei igualmente bastante do fim-de-semana passado na Figueira da Foz.
Termino recordando a letra da canção da Figueira da Foz, popularizada na voz de Maria Clara, cantora do Porto e que ao longo da sua carreira actuou por várias vezes no Casino da Figueira da Foz:
§
Figueira, Figueira da Foz
Das finas areias
Berço de sereias
Procurando abrigo.

Estrelas, doiradas estrelas
Enfeitam o Mar
Que pede a chorar
Para casar contigo.

Figueira, e à noite o luar,
Deita-se a teu lado
A fazer ciúmes
Ao teu namorado.

E a Serra, que te adora e deseja,
Também sofre com a luz do Sol
Que te abraça e te beija.
(bis)

terça-feira, 10 de junho de 2008

1º Diploma.

Faz hoje 32 anos que recebi o meu primeiro diploma das corridas, eu corria então pelos "Ases das Avenidas", o popular clube das Avenidas Novas em Lisboa, mas nesse dia não foi em representação dos "Ases" mas como individual que participei na prova que foi também a primeira que disputei na "minha cidade" de Almada.
Voltei a participar de novo em provas organizadas pelo "Grupo Desportiva Estrelas das Torcatas" mas já em representação do São Paulo de Almada.
Hoje também participei numa prova, a 4ª Meia-Maratona da Figueira da Foz, mas disso falarei em breve.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Marcha/Corrida Contra a Fome - Walk the World 2008.

Sábado de tarde depois de termos levantado os dorsais (eu e a Vitória).

A Vitória com a mamã e a tia Ana antes da "Marcha Contra a Fome" na companhia de caras conhecidas.

Momento em que me cruzei com os meus acompanhantes "marchantes" e bati na mão da Vitória.

A Vitória depois da sua 2ª "Marcha Contra a Fome", a 1ª foi em 2006.

A família reunida depois da "Marcha/Corrida Contra a Fome".

As palavras da página na Internet da TNT dizem que:

-Há alimentos suficientes para alimentar toda a população mundial durante quase meio século.
-Apesar disso, mais de 300 milhões de crianças em todo o mundo sofrem de fome crónica.
-A fome e a subnutrição são as causas de mais de metade do número total de mortes de crianças, provocando, todos os anos, a morte de aproximadamente 6 milhões de crianças.
-Pode ser fornecida uma refeição escolar a uma criança que tem fome pela irrisória quantia de 16 cêntimos por dia.
§
Agora as minhas palavras, como sempre, palavras de um homem que gosta de correr:
Decorreu na manhã deste domingo a “Marcha Mundial Contra a Fome”- “Walk the World 2008”, a manifestação global anual destinada a promover a sensibilização e recolher fundos para os programas que abordam o problema da fome infantil, projecto promovido pelo Programa Alimentar das Nações Unidas e a empresa logística TNT.
No mundo, o balanço provisório aponta para mais de 700 mil participantes e dez milhões de euros angariados
Por cá foram mais de dez mil os “marchantes” nas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra e Angra do Heroísmo, cidades portuguesas onde decorreram marchas (em Lisboa, Porto e Coimbra decorreram simultaneamente corridas contra a fome).
Cada participante português contribuiu com dez euros tendo-se angariado cerca de cem mil euros.

No Dia Mundial da Criança, a Vitória participou na marcha na companhia da mamã e dos tios Ana e Manuel António, eu participei na corrida contra a fome, a qual teve a distância de 10 quilómetros e, ao invés das marchas, um número reduzido de participantes, 274 em Lisboa, 207 no Porto e 57 em Coimbra (em 2007 a corrida na capital registou 425 participantes, na invicta 253 e na cidade dos estudantes 88).
Será que a realização à mesma hora de outros eventos desportivos, por sinal também à beira-rio (corrida do oriente e mexa-se na marginal) terão contribuido para o decréscimo de número de participantes na corrida de Lisboa (no Porto e em Coimbra também houve decréscimo mas foi menor) ou será que os habituais atletas do pelotão, o qual como se sabe é fortemente competitivo, não se identificam mesmo com este tipo de corridas em que o importante mesmo é a participação?
Foi a minha terceira corrida de 10 quilómetros no corrente ano, depois de Grândola e Atlântico em Fevereiro passado, e de ter falhado a corrida do Benfica no passado mês de Maio (estava inscrito mas acabei por não participar).
Demorei 45’16’’ (ritmo de 4’32’’/km), 47º da geral e 7º do meu escalão (M4549), a completar os fáceis e quase “solitários” 10 quilómetros da minha corrida, durante a mesma cruzei-me com os “marchantes”, os quais foram bastante generosos nos incentivos (o meu muito obrigado), nos quais vinham também os meus acompanhantes, quando por eles passei recebi também os seus incentivos e bati da mão da Vitória.
Ainda antes da corrida registo o reencontro que tive com o Rui Baptista, companheiro de corridas de há 30 anos nos tempos do São Paulo de Almada e do Ginásio Clube do Sul, Rui Baptista que me descobriu há uns tempos através do meu blog e que hoje me reconheceu e veio falar comigo.
Gostei de te rever companheiro.

Termino referindo que por cá por casa o facto me passou ao lado (quase só se vê o canal panda e pouco mais…e, ainda bem que assim é) mas no blog do Nuno Cabeça,
a minha corrida, tomei conhecimento de que os canais de televisão ignoraram por completo o evento em solo luso, chegando mesmo a noticiar marchas realizadas noutros países sem referir que elas também decorreram em Portugal. Lamentável mas muito elucidativo. Sem mais comentários.

domingo, 1 de junho de 2008

Festa da Criança.

" Festa da Criança nos Jardins do Museu da Electricidade"
§
A Festa da Criança tem o apoio da Fundação EDP e decorre nos jardins do Museu da Electricidade (Belém, Lisboa) das 10 às 18 horas, desde a passada sexta-feira até domingo, dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança.
A Festa destina-se a crianças e jovens entre os 2 e os 14 anos e tem um programa que visa cativar também as respectivas famílias, dando azo a que todos se divirtam com múltiplas brincadeiras, apelando também para a necessidade da criação de uma consciência ambiental através de jogos e diversões focadas na reciclagem de materiais e nas energias renováveis.

Os vários parceiros associados a este evento estão presentes com espaços próprios:
Espaço TMN - pinturas faciais, jogo da reciclagem, distribuição de prémios;
Espaço OLÁ - bolas saltitonas, fotos com mascotes;
Espaço BRISA - filme sobre prevenção e segurança rodoviária;
Espaço BONGO - construção de instrumentos musicais com embalagens recicladas, concerto TOCA A RUFAR
Espaço PSP - experimentação de um carro e uma mota de polícia e aprendizagem das regras de segurança;
Espaço ZOO - como se alimentam os animais e quais os seus habitats ;
Espaço SAPO - montes de ateliers: bonecos de barro, fantoches, carrinhos com caixas de ovos, plantas em copos de papel, etc.

O custo da entrada é de 2,5€ por pessoa (as crianças até aos 2 anos e meio não pagam).
Passámos lá a tarde deste sábado com a Vitória e claro que ela gostou, os papás também...